Archive for outubro, 2011

PROCRASTINAÇÃO – UM PREJUDICIAL DESTÚRBIO CRÔNICO, FÁCIL DE SER VENCIDO – Texto do Psicoterapeuta Alessandro Vianna (Fonte: Ausepress – Assessoria de Imprensa)

É de fácil percepção em adultos, mas podemos estar induzindo crianças a também adquirirem a anomalia

Procrastinar é algo de que pouco se fala, mas que muito se faz. Embora “embromação” possa ser um de seus quase sinônimos populares, a procrastinação vai um pouco além disso. É um comportamento crônico nocivo, embora muito comum.

É aquele hábito de deixar tudo para depois: uma tarefa “chata”, os estudos, o regime alimentar, as práticas físicas, o abandono de um vício, passar a economizar – coisas que sabemos que precisamos fazer, mas que – por inúmeras razões, ficamos adiando; muitas vezes nos enganando com desculpas frágeis e, não raro, falsas.

O procrastinador é alguém que fica fazendo várias de coisas ao mesmo tempo, exatamente para não fazer aquilo que realmente a deve ser feito. Quando pensa no que de fato tem de fazer, sente-se preso e sem reação.

A procrastinação é um desvio comportamental que atinge a cada vez mais vítimas.

As consequências, não raro, são danosas, especialmente a longo prazo, quando, olhando pra trás, se percebe quanto tempo foi jogado fora por falta de ação objetiva.

Não cumprirmos com certas obrigações: consequentemente, decepcionamos alguém, perdemos credibilidade e oportunidades. Isso se percebe claramente na vida conjugal, no convívio familiar, na carreira profissional.

Não adotamos rumos mais convenientes a nós mesmos: não deixamos a obesidade e algum vício, não cuidamos da saúde, não progredimos intelectualmente, não damos um passo para seguirmos rumos que desejamos.

E, depois, ficamos apenas observando a trajetória de outras pessoas, que entraram em forma, ganharam conhecimentos, avançaram profissionalmente.

Quando vejo uma pessoa querendo empreender grandes mudanças de imediato, sei que estou diante de um procrastinador, porque ele fica inativo por muito tempo e, depois que percebe nos outros o quanto não evoluiu, resolve mudar tudo de uma vez.
É óbvio que não vai conseguir, porque as nossas grandes realizações são conquistadas aos poucos.

Desse modo, novamente derrotada, essa pessoa tende a desanimar e voltar a procrastinar novamente, repetindo um ciclo fadado à infelicidade.

Mas os problemas não aparecem apenas no longo prazo: já, enquanto procrastina, a pessoa vai absorvendo stress por uma oculta sensação de culpa, sentindo a sua perda de produtividade e cultivando vergonha em relação aos demais, por não conseguir cumprir seus compromissos e responsabilidades.

A procrastinação crônica é quase sempre associada a alguma disfunção psicológica ou fisiológica. Portanto, é passível de tratamento.

Crianças podem tornar-se adultos procrastinadores, por conta do tratamento que recebem dos adultos. Duas das vertentes entre as mais clássicas são:

-A criança extremamente protegida – condicionada a achar que sempre alguém fará por ela – que, quando adulta, tenderá, inconscientemente, a sentir-se insegura para agir, por não ter alguém auxiliando-a.

-A criança que é exageradamente cobrada, pode desenvolver a característica do perfeccionismo. Assim, ela tende à procrastinação, por acreditar que, mesmo se dedicando, não conseguirá realizar as coisas de modo primoroso – e acaba postergando tudo o que acha importante.

Daí a conveniência de estarmos revendo constantemente as nossas crenças, para nos livrarmos de influências negativas que adquirimos ao longo da vida.

Quando recebo pacientes procrastinadores, incluo no tratamento algumas recomendações que ajudam muito a livrá-los dessa anomalia.
Eis algumas:

-Reconhecer, quando está procrastinando, que pode haver mais dor em procrastinar do que em realizar a tarefa .

-Olhar para trás e perceber que essa situação, já anteriormente vivida, pode ser até mais incômoda do que fazer o que tem de ser feito; com a desvantagem da “realização zero”. Muita coisa é menos complicada do que parece ser.

-Não deixe aquele afazer chato por último, para que ele não se torne urgente e o apavore ainda mais.

-Experimente a sensação de alívio e o fortalecimento da autoestima após concluir essa tarefa e perceber que livrou-se dela de maneira positiva, enfrentando-a.

-Para encorajar-se, pense no que vai deixar de ganhar ou no que pode perder caso não realize essa atividade. Se puder escrevê-las e avalia-las seriamente, melhor.

-Se tratar-se de algo trabalhoso ou que demande muito tempo, divida-o em partes e vá realizando uma a uma, com um pequeno intervalo entre elas, e comemorando (sim!) a última concluída.

-Abra-se para o novo, deixando de agarrar-se às velhas experiências e crenças. O passado não volta mais; o presente é continuamente feito da consecução de novos desafios e o futuro é construído passo a passo pelas ações do presente.

-Quando perceber que está querendo procrastinar de novo, proponha-se a atuar por apenas alguns minutos na ação que está tentando evitar. Pode ser que você perceba que não é tão desagradável quanto pensava e venha a vencê-la.

-Caso lhe seja por demais desagradável, dê-se uma pausa e passe a fazer algo útil (não pare de agir), mas já determinando quando voltará ao assunto.

A principal vitória deles é vencer a procrastinação em si. Trata-se de uma vitória para a vida inteira, como a daquela criança que um dia perde o medo do escuro.

AUSEPRESS
(Obrigado JC mais uma vez…)

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31/10/2011 at 7:41 AM 1 comentário

Um novo caminho para a inovação nas empresas brasileiras – Kip Garland – (Fonte: hsm.com.br)

Inovação disruptiva cria para empresas a possibilidade de sobrevivência e crescimento no longo prazo

No Brasil, inovar não é tarefa fácil. Alguns fatores atrapalham o desenvolvimento de processos de inovação como altos impostos, grau elevado de burocracia, altos índices de corrupção e histórico de cultura paternalista. “Apesar das diversidades, inovar é um caminho possível para as empresas brasileiras. Está na hora da disrupção no País”, aponta Kip Garland, professor da Fundação Dom Cabral, que falará sobre o tema durante a ExpoManagement 2011.

Em seu livro “O dilema de inovação”, o professor Clayton Christensen, da Harvard Business School, explica a inovação e também a evolução de negócios de uma forma geral. Por meio de dados e pesquisas, o livro comprova que a evolução de negócios acontece de uma forma muito diferente que a intuitivamente entendida. Segundo Christensen, existem três maneiras de inovar:

• Aumentar a performance por meio de melhorias incrementais;
• Aumentar a performance via “um grande salto”, de forma radical;
• Mudar as dimensões de performance, tipo de inovação que o professor denominou “disruptiva”, também conhecida por inovação por ruptura.

Em um banco, por exemplo, o aumento de números de agências será uma inovação incremental, pois ajuda a ampliar a abrangência de acesso. A realização de transações financeiras pela internet é considerada uma inovação “radical”, já que melhora a dimensão de performance de abrangência de acesso, de uma forma não-incremental.

Já a inovação disruptiva muda a dimensão de competição e não aumenta a performance atual. “Se o Facebook começa a oferecer transferências de dinheiro diretamente entre os membros, pode ser considerada uma inovação disruptiva. Mas isto não melhora o desempenho das dimensões atuais, de acesso ao capital, reputação e abrangência de acesso em comparação com as soluções atuais, como as agências e internet banking. Ao contrário, cria uma dimensão de performance com a possibilidade de transferir dinheiro sem intermediário”, explica Kip Garland.

A segunda importante característica de uma inovação disruptiva é que ela utiliza assimetrias de motivações para conseguir conquistar mercados novos. No caso do Facebook oferecer transferência de dinheiro entre seus membros, inicialmente os bancos não teriam muito interesse em atacar a oferta por duas razões: os tipos de clientes aproveitando esta oferta provavelmente não é o mercado alvo para um banco, seja por falta de “nome limpo” ou emprego formal, por exemplo, e a baixa lucratividade diante da alta estrutura de custo do banco.

Segundo Garland, a inovação disruptiva pode trazer progressos ao País. “O Brasil tem um custo alto e ainda falta infraestrutura, educação, saúde e segurança. Porém, se as estratégias de inovação disruptiva forem empregadas, teremos um salto de progresso. Por ter uma confusão entre inovacão radical, que aumenta a performance atual, e inovação disruptiva, que muda as dimensões, existe a falta de estratégias adequadas para disrupção. No entanto, com uma formatação deliberada e específica para disrupção, o curso natural é o do crescimento”, finaliza.

Portal HSM

28/10/2011 at 11:06 AM Deixe um comentário

15º Congraf – “Carta de Foz do Iguaçu” – Manifesto da Indústria gráfica em prol do desenvolvimento brasileiro

Reunidos em Foz do Iguaçu, no 15º Congresso Brasileiro
da Indústria Gráfica – CONGRAF, industriais gráficos, de
todas as regiões brasileiras, aprovaram por unanimidade
este documento, sob a chancela oficial da ABIGRAF Nacional,
em apoio ao compromisso de combater a miséria,
reiterado pela presidente Dilma Rousseff na abertura da
66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas,
em 21 de setembro.

Neste momento de incertezas ante as graves crises fiscais
nos Estados Unidos e em nações europeias, entendemos
que a inclusão social intensiva, além de seu valor
humanitário, contribuirá para o fortalecimento do mercado
interno, tornando-nos menos suscetíveis às oscilações internacionais.
A ascensão socioeconômica de mais de 40
milhões de brasileiros nos últimos anos comprovou a correção
dessa tese, contribuindo para que superássemos
de modo mais rápido e eficaz a crise de 2008.

Contudo, o país ainda tem problemas relevantes a serem
solucionados. Dentre as providências a serem tomadas,
uma das mais prementes é ligada à cadeia produtiva da
comunicação impressa: a educação pública de qualidade
para todos os brasileiros impossibilitados de pagar escolas
particulares.

Nesse sentido, propomos a ampliação dos programas
governamentais de compras de livros, tanto em número
de exemplares, quanto de títulos e gêneros. Entendemos
como um avanço a inclusão, já implementada, de obras
de literatura e de interesse geral, além das didáticas. Contudo,
a imensa diversidade do conhecimento no mundo
contemporâneo abre espaço para que os alunos das escolas
públicas recebam gama mais ampla de livros. Também
deve ser ampliada a compra de material escolar básico,
como cadernos, lápis, borracha e régua. Sugerimos que
mais governos estaduais e municipais engajem-se nesse
esforço. Contribuiria ainda para o incremento dos nossos
padrões educacionais a oferta irrestrita de papel importado
para o segmento editorial. A recém-adotada exigência
de licença prévia de importação deixa o empresário gráfico
refém de monopólios, cujo volume de produção nem
sempre atende à demanda nacional. Com menos insumos
disponíveis para esse mercado, o risco de reajuste
nos preços é real.

Outra medida de estímulo à educação seria isentar os cadernos
e materiais escolares de todos os impostos, barateando
o seu custo e facilitando a compra por parte de
famílias de menor renda. Defendemos, também, a implantação
de bibliotecas públicas nos municípios brasileiros,
no mínimo de uma para cada trinta mil habitantes.

O setor gráfico brasileiro propõe que 10% do PIB seja investido
em educação.

No âmbito da saúde, outro fator condicionante ao sucesso
da meta de erradicação da miséria, sugerimos a isenção
de impostos incidentes sobre as embalagens dos medicamentos.
Tal medida baratearia o custo dos remédios.

O mesmo raciocínio aplica-se às embalagens dos produtos
que compõem a cesta básica. Sem a pesada carga tributária,
haveria reflexos positivos no preço dos alimentos,
cuja tendência de elevação tem sido objeto de crescente
preocupação da Organização das Nações Unidas para
Agricultura e Alimentação (FAO).

Defendemos, ainda, a desoneração da folha de pagamento,
que levaria à formalidade um grande número de trabalhadores
e baratearia os custos de produção, refletindo
em produtos gráficos mais acessíveis.

Qualidade da vida é outro desafio crucial. Por isso, propomos
a criação de linhas de crédito, com juros diferenciados,
para investimentos em produção limpa nas gráficas.
O setor, há tempos, preocupa-se com isso, e muitos
avanços já se verificaram. Porém, a disponibilidade de
recursos possibilitaria que milhares de pequenas gráficas,
a maioria nesse parque empresarial, pudessem realizar
essa lição de casa da sustentabilidade.

O conjunto de nossas propostas consubstancia a contribuição
da indústria gráfica em favor de um Brasil melhor.

Povo culto, educado, alimentado, com saúde e meio ambiente
saudável é a essência da democracia e do desenvolvimento,
na busca por um país sem miséria.

ABIGRAF Nacional

Foz do Iguaçu, Paraná, 11 de outubro de 2011.

27/10/2011 at 9:46 AM Deixe um comentário

Planejamento gera qualidade de vida em grandes centros – Walter Longo – (Fonte: www.hsm.com.br)

Mudanças comportamentais podem resolver problemas de subdimensionamento em grandes centros urbanos

A carência de infraestrutura nos grandes centros urbanos está na pauta dos principais debates país afora. Sede de importantes eventos esportivos mundiais, o Brasil hoje se pergunta se realmente está pronto, em termos de infraestrutura em transportes, serviços e acomodação para abrigar os milhões de turistas que virão para essas datas.

Além do panorama trazido por esses eventos, muito já foi feito para solucionar os problemas endêmicos das grandes cidades, sem grande sucesso. No caso dos transportes, por exemplo, foram adotadas ações conjunturais como o rodízio de automóveis e mudanças estruturais com a construção de vias, anéis rodoviários, linhas de metrô, porém, o trânsito continua cada vez pior.

Walter Longo, mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm e da Nexial Consultoria, defende o estabelecimento de uma nova ordem socioeconômica, com base em mudanças na própria mentalidade da população e instituições, e falará durante o HSM ExpoManagement 2011 sobre o tema.

O executivo fala de uma mudança comportamental, que prime pelo uso ordenado e colaborativo de recursos e serviços, evitando a escassez e a restrição do acesso aos grandes centros. Longo não vê iniciativas como o rodízio de veículos como resposta aos problemas de carência em infraestrutura no país, preferindo apoiar o uso ordenado de automóveis pela própria população.

Longo acredita que as mudanças devam acontecer no cotidiano das pessoas, como por exemplo a flexibilização de horários de trabalho e rotinas que possibilitem a todos o direito de ir e vir, sem prejudicar a produtividade e a qualidade de vida.

Quando as pessoas mudam de comportamento, a cidade começa a ficar mais adequada. Hoje, os grandes centros são subdimensionados em termos de serviços, daí a preocupação com investimentos em infraestrutura que possam atender à demanda.

Com a população se adaptando e mudando a mentalidade, muitos investimentos focados em recursos e serviços poderiam se mostrar ambiciosos demais nos próximos 20 anos. Mais do que dispor da estrutura, a população deve aprender como utilizá-la melhor – sob essa óptica, muitos projetos podem se mostrar superdimensionados.

A cidade é um lugar de todos. A construção conjunta, envolvendo os mais variados atores sociais, permite uma visão sistêmica dos problemas e, consequentemente, a melhor forma de chegar a soluções efetivas e eficientes. O trabalho de uma rede de pessoas favorece o desenvolvimento de uma cidade mais moderna, tecnológica, sustentável, com menos violência e mais educação.

Vale lembrar que ações imediatistas e emergenciais podem resolver o problema no curto prazo, porém, o correto é que se busquem soluções inovadoras de longo prazo, com base em um planejamento consistente e de acordo com o que se espera para o futuro da região.

Iniciativas começam a despontar no mundo inteiro, entre elas o uso colaborativo de veículos e mesmo residências e compartilhamento de serviços como telefonia e acesso à internet. Muitas dessas mudanças vêm sendo aceleradas com o emprego da internet e da web 2.0.

Cidade-modelo, mais uma vez

Um bom exemplo do conceito de cidade em rede é o Projeto Curitiba 2030, que busca soluções inovadoras para os problemas da cidade, a fim de melhorar a qualidade de vida das pessoas, fazendo com que elas participem da construção do plano de desenvolvimento. O projeto trabalha em cima de algumas premissas:

Governança: trata-se de uma gestão pública monitorada por indicadores de desempenho para os principais serviços e recursos, dispostos de forma online para o mercado e constantemente atualizados;

Cidade em rede: o governo estabeleceu como meta uma participação mais ativa nas redes sociais, como forma de ouvir e informar a população, bem como desenvolveu metas para expansão da rede e acesso;

Cidade do conhecimento: políticas radicais de mudança no sistema de ensino público, para adequação às novas realidades de mercado e tecnológicas, além da retenção de talentos na cidade e região;

Transportes e mobilidade: maior envolvimento do cidadão nas decisões e promoção de políticas de transporte multimodal;

Meio ambiente e biodiversidade: criação de rede colaborativa e pólo de pesquisa, além de uma política mais abrangente de gestão de resíduos;

Saúde e bem-estar: criação de um pólo de tecnologia em saúde e proliferação de “melhores práticas” em saúde e bem-estar social;

Coexistência em uma cidade global: maior participação da população na elaboração de políticas públicas e promoção de interculturalidade.

Portal HSM

26/10/2011 at 12:03 PM Deixe um comentário

Liderança e Valores da Próxima Geração – Texto de César Souza (Fonte: www.exame.com.br)

Assim como os times de futebol têm dificuldade em manter seus melhores jogadores, as empresas também terão dificuldade em atrair e reter aqueles talentos da próxima geração com potencial de liderança, pois esses possuem valores e atitudes muito diferentes sobre o trabalho e sobre a vida em geral.

A geração que desponta nas posições de linha de frente das empresas é, sem dúvida, mais bem preparada que a anterior, mas defronta-se com um mundo mais volátil. Essa volatilidade ocorre não só na esfera externa, fruto da globalização e dos avanços tecnológicos já descritos acima. A volatilidade ocorre principalmente no sistema de valores, onde parecem desmoronar conhecidas verdades sobre a motivação no trabalho, lealdade, comprometimento e… liderança!

A próxima geração é menos identificada com qualquer empresa específica. Seus integrantes pensam mais como profissionais independentes que possuem empregabilidade e que podem se mover, se não se sentem felizes onde estão, com uma velocidade proporcional ao seu talento. Como a tecnologia democratizou os meios de produção, tornou-se possível para um número crescente de pessoas adquirir seus instrumentos de trabalho sem depender de uma grande empresa. O atual dono dos meios de produção passa a ser quem detém o conhecimento. Não será mais, como no passado, o dono da terra, das máquinas ou do capital. O conhecimento é cada vez mais portátil e migra com quem tem a capacidade de criá-lo.

Em qualquer circunstância, a Inovação, Flexibilidade e Agilidade serão as marcas registradas da Era dos Serviços no século 21. O que não pode ocorrer é tentar atuar no novo jogo da liderança usando as velhas regras da Era do Comando. Ela está ficando tão fora de moda quanto o cartão de ponto, que foi tão útil nos tempos da economia industrial quando a presença física era a forma de medir a produtividade das pessoas.

César Souza é um dos mais respeitados consultores sobre gestão, liderança e estratégia. Escritor e palestrante, preside a Empreenda Consultoria. Escreveu “Você é o líder da sua vida”.
blogdomanagement@empreenda.net

25/10/2011 at 12:02 PM Deixe um comentário

CTPR1 – 5º Semestral – Notas de Aula – Análise e Solução de Problemas

Segue o material discutido na última aula. Continuaremos a estuda-lo na próxima semana, já que esta é a Semana de Tecnologia, onde estaremos acompanhando as palestras de especialistas

É só clicar nos links abaixo, e salvar em seu computador

CTPR! – Aulas 17 e 18 Análise e Solução de Problemas

Documento de Solução de Problemas

7 Ferramentas da Qualidade

24/10/2011 at 9:24 AM Deixe um comentário

Administrando o caráter “antinatural” da inovação e da disrupção (Fonte:www.hsm.com.br)

Além do desafio de criar, a inovação exige também mudanças na gestão estratégica

Mais do que inovar e dar suporte à criatividade, a inovação nas empresas traz importantes desafios de gestão. Empresas que rompem barreiras e apresentam ao mercado novas abordagens e conceitos, modificam a realidade e propõe mudanças estruturais radicais, adotando nova análise de riscos e mensuração de resultados.

Clemente Nóbrega, especialista e consultor em inovação e CEO e sócio da Clemente Nóbrega Consultoria, considera o processo de inovação como “antinatural” e contraditório em relação às atividades do dia a dia de uma organização.

“É graças a ela (rotina diária) que a empresa adquire seu direito de existir. Mas, esse direito não é vitalício”, comenta. Para Anderson Rossi, professor e pesquisador do núcleo de inovação na Fundação Dom Cabral (FDC), o paradoxo da inovação em relação à gestão das empresas “pressupõe riscos e erros até que a solução seja alcançada”.

Rossi discute a respeito do caráter “antinatural” que a inovação promove nas corporações, especialmente sob o contexto brasileiro. “Nossas empresas foram criadas para acertar e faturar, não para assumir riscos”, argumenta, dizendo que durante muito tempo companhias brasileiras tiveram à disposição um grande mercado consumidor com pouca incidência de concorrentes externos, o que criou uma aversão institucionalizada ao risco.

“Empresas no Canadá e Coreia do Sul, por exemplo, já nascem tendo que olhar para fora”, exemplifica Rossi. Para ele, a necessidade de buscar novos mercados por meio da competitividade cria a necessidade de inovação nos negócios e criação de novos produtos e serviços, o que reflete diretamente no aumento da quantidade de patentes nesses países.

A métrica da inovação

Empresas disruptivas possuem sistemas de mensuração e metas inicialmente qualitativos e mais subjetivos, que devem evoluir, até chegar a resultados financeiros, sustenta Nóbrega.

“Nos estágios iniciais, quando se começa a implementar as práticas da gestão da inovação, as metas têm que ser mais qualitativas, como o número de ideias geradas, satisfação do cliente e pessoas envolvidas nos programas”, diz ele.

Com a maturidade e o aprendizado, essas métricas vão adquirindo um caráter mais financeiro, como percentual da receita oriunda de produtos e serviços inovadores, reduções de custo, ganhos de sinergias e EBITDA gerado pelos mesmos.

Algumas empresas já utilizam índices de maturidade em inovação, que avaliam o percentual de receitas, lucros ou geração de caixa proveniente de iniciativas inovadoras.

Para Rossi, novas condições de mercado trazem a necessidade de planejamento de longo prazo por parte da administração das empresas, o que incluirá métricas para a gestão de riscos inerentes à inovação, e não apenas de resultados consolidados.

Implementando projetos inovadores

Segundo os especialistas, são fatores primordiais na construção de estratégias inovadoras e em sua implementação:

• Tipo de cultura empresarial (tolerância ao erro);
• Perfis de liderança;
• Processos existentes;
• Grau de vinculação da inovação com o planejamento estratégico;
• Retorno e payback esperado.

Serviço

O professor Kip Garland, da Fundação Dom Cabral, falará sobre o tema durante a HSM ExpoManagement 2011, no dia 9 de novembro, às 17h40, no auditório 08 (Fundação Dom Cabral). Garland apresentará a palestra“Empresas disruptivas: levando empresas brasileiras para outro patamar”.

Portal HSM

21/10/2011 at 8:49 AM Deixe um comentário

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