Archive for agosto, 2013

Demissão, como reagir? – Texto de Fábio Zugman

O momento de ficar disponível no mercado de trabalho é sempre acompanhado de muitos sentimentos: Raiva e frustração em algumas demissões consideradas injustas, medo de não conseguir arcar com as despesas do dia a dia, vergonha de perder a posição social alcançada com o último emprego. Fábio Zugman, autor de livros como “Administração para Profissionais Liberais” e “Empreendedores Esquecidos”, diz que o primeiro passo é tentar lidar com essas sensações e não deixar elas tomarem conta da situação atual. O momento de ficar disponível no mercado pode ser de grande insegurança, mas também pode trazer grandes oportunidades para quem souber lidar com isso.

O primeiro passo, segundo o autor, é não mentir. “Muitas pessoas tentam esconder que estão sem emprego em suas páginas de redes sociais justamente no momento em que essa informação é de maior valia para elas.” Não há nada de vergonhoso de estar procurando emprego, e se as pessoas à sua volta não ficarem sabendo disso, não poderão te ajudar a conquistar uma nova posição. Anuncie-se, de forma educada e sem comentários negativos ao último empregador, como disponível para novas oportunidades.

Em segundo, refaça o currículo. “A maioria das pessoas possui um currículo “de gaveta”, que fica meio largado quando se está empregado. A primeira coisa é refazê-lo de uma forma  que mostre as  habilidades, quais posições foram ocupadas e quais se deseja ocupar.” Afirma Zugman.

Quanto ao uso de mídias sociais, o autor adverte que sempre vale a regra da “pessoa mais chata da festa”. Imagine que você está em uma festa e de repente, alguém sobe em um banquinho e começa a anunciar em voz alta que pessoa interessante e divertida ela é.  Não funciona certo? Segundo o autor, é o que muitos fazem em fóruns e outros grupos de discussão online. “Participar de grupos de discussão, comentar matérias online, fazer parte de fóruns é uma ótima forma de mostrar seu conhecimento e se tornar conhecido, mas evite querer aparecer demais. Seja natural e mostre seu conhecimento.

Por último, circule também no mundo real: Há uma tendência natural das pessoas se recolherem nesse período. Há um certo estigma com a palavra “desempregado”. Não aceite isso. Busque ativamente participar de congressos, cursos, palestras e até vá naquele happy hour que nunca teve tempo antes. É sempre bom ter e fazer contatos, mas nesse momento é preciso buscar novos contatos ativamente, se tornar cada vez mais conhecido até encontrar alguém com uma oportunidade para você.

Por último, não se desespere: “No mundo real, as coisas costumam ser mais lentas do que esperamos. É preciso não se desesperar quando as coisas derem errado ou uma oportunidade não se concretizar. Continue seguindo em frente que você atingirá seu objetivo” – completa Fábio Zugman

Sobre o autor:

Fábio Zugman é paulistano e tem 33 anos. É professor universitário e Mestre em Administração pela UFPR. É autor dos livros Empreendedores esquecidos (Elsevier, 2011); Administração para profissionais liberais (Elsevier, 2005); Governo eletrônico: saiba tudo sobre essa revolução (Livro pronto, 2006); O mito da criatividade (Elsevier, 2008); e coautor de Dicionário de termos de estratégia empresarial (Atlas, 2009) e  Criatividade sem segredos (Atlas, 2010). Zugman também diretor do Space 242.

 

Obrigado JC pela indicação do texto

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30/08/2013 at 1:52 PM Deixe um comentário

Curso ABTG “Indicadores de Produtividade – Como Medir e Obter Resultados Significativos na Produção – (OEE)” – Apostila

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INDICADORES DE PRODUTIVIDADE Como medir e obter resultados significativos na Produção (OEE)

28/08/2013 at 7:19 PM Deixe um comentário

Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica – CTPR1 – 5o. semestral – Material de Apoio – Gestão de Produção e Operações

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Gestão de Produção e Operações

27/08/2013 at 10:52 AM Deixe um comentário

Curso ABTG “Indicadores de Produtividade – Como Medir e Obter Resultados Significativos na Produção – (OEE)” – Planilha

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Planilha OEE modelo – data e acumulado

26/08/2013 at 6:47 PM Deixe um comentário

Mensagem aos Formandos da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica

Hoje é a Formatura de mais duas turmas da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica!!!
Infelizmente, não poderei estar presente (tenho que dar aulas) mas gostaria de parabenizar todos os formandos e desejar a vocês muito sucesso.

Um grande abraço a todos!!!!

 

Botana

23/08/2013 at 9:16 AM Deixe um comentário

As duras escolhas estratégicas – Michael Porter – (Fonte: hsm.com.br)

Nem todos os clientes devem ser satisfeitos e retidos, se o que se busca é vantagem competitiva. Essa é a visão do célebre professor de Harvard, Michael Porter. Eles será um dos palestrantes da HSM Management 2013, que será realizada em São Paulo entre os dias 4 e 6 de novembro.

“Se você quer levar a estratégia a sério, o trabalho de Porter contém os fundamentos”, afirma Joan Magretta, professora de Harvard e ex-aluna de Porter, em seu livro Entendendo Michael Porter: o guia essencial da competição e estratégia (ed. HSM). Ela também alerta o leitor: “Porter não é fast food” –mas uma boa estratégia não é mesmo concebida às pressas.

Em “The most common strategy mistakes”, publicado por HBS Working Knowledge, Magretta pergunta a Porter quais são os grandes obstáculos às boas estratégias e por que somente poucas empresas as têm. O professor confessa que, no início de suas pesquisas, acreditava que o problema residisse em dados ruins ou análise deficiente do setor. Hoje, ele pode elencar vários outros fatores que desviam os gestores do objetivo de fazer as escolhas estratégicas acertadas.

“Algumas das barreiras mais significativas à boa estratégia vêm de muitos vieses ocultos em sistemas internos, estruturas organizacionais e processos decisórios”, afirma Porter, que menciona como é complicado conseguir informações sobre custos ou como os sistemas de incentivo focam variáveis equivocadas.

Ele salienta, ainda, a própria natureza humana, para a qual é duro fazer e manter escolhas. Nesse sentido, a resistência a fazer trade-offs estratégicos é uma grande barreira à estratégia sólida. “A maioria dos gestores odeiam fazer trade-offs; eles odeiam aceitar limites. Eles quase sempre preferem tentar atender mais clientes e oferecer mais recursos ou características de produtos. Eles não conseguem resistir à crença de que isso trará mais crescimento e lucros.”

Os trade-offs são escolhas necessárias quando há incompatibilidade entre decisões alternativas, como entre grupos de clientes para os quais oferecer seu produto. Os trade-offs são cruciais para a estratégia por duas razões, segundo Magretta: “Primeiro, porque são fonte importante de diferenças em preços e custos entre concorrentes. Segundo, eles tornam difícil a eles copiarem o que você faz sem prejudicarem a estratégia deles próprios”. Quando, por exemplo, melhorias em produtos não requerem trade-offs, podem tornar-se parte das melhores práticas do setor, algo que outros reproduzirão facilmente.

Segundo Porter, os trade-offs são requisitos para a criação e a manutenção da vantagem competitiva de uma companhia, tema que abordará em sua palestra na HSM Management 2013, evento que será realizado em São Paulo entre os dias 4 e 6 de novembro.

 

Aonde não ir

Tendo que escolher, então, o que fazer, os estrategistas escolhem o que não fazer. “Uma empresa tem de abandonar algumas características de produtos, serviços ou atividades a fim de ser única em outras. Tais trade-offs em produtos e na cadeia de valor são o que tornam uma companhia verdadeiramente distinta”, afirma Porter em “Strategy and the internet”, artigo publicado por HBS Working Knowledge.

Magretta usa a imagem da bifurcação em uma estrada para explicar o que são trade-offs: quando se opta por uma rota, não se pode tomar outra simultaneamente. Nesse sentido, as opções com que o estrategista depara não são apenas diferentes, mas excludentes entre si. Assim, os clientes da rede Ikea não podem contar com serviços de montagem de móveis, mas têm assegurados preços relativamente baixos. Nesse caso, oferecer serviços e trabalhar com baixos custos seria incompatível.

O professor critica os consultores que recomendam que cada companhia se pareça com o líder de mercado ou que estimulem a empresa a fazer o benchmark em relação a qualquer concorrente do setor, ou, ainda, que levem os gestores a acreditarem que o certo é satisfazer e reter todos os clientes. “Se você escutar cada cliente e fizer o que querem que você faça, não terá uma estratégia”, simplifica.

 

Referências:

MAGRETTA, J. “The most common strategy mistakes”, Harvard Working Knowledge, 21 dez. 2011. Disponível online em: <http://hbswk.hbs.edu/item/6737.html&gt;. Acesso em: 12 ago. 2013.

MAGRETTA, J. Understanding Michael Porter: the essential guide to competition and strategy. Boston: Harvard Business Review Press, 2011.

PORTER, M. “Strategy and the Internet”. HBS Working Knowledge, 16 abr. 2001. Disponível online em: <http://hbswk.hbs.edu/item/2165.html&gt;. Acesso em 11 ago. 2013.

21/08/2013 at 11:12 AM Deixe um comentário

A crença do “ser feliz” – Texto de Sidnei Oliveira – Fonte: www.exame.com.br

 

Será possível realmente ser feliz trabalhando? Esse parece o sonho utópico de todo profissional e talvez o principal motivo de tanta rotatividade nos empregos atuais, principalmente por parte dos mais jovens, que certamente não querem estar presos na aparente armadilha da infelicidade em que veem os profissionais mais veteranos.

Quando questionado sobre o que uma pessoa normal deveria ser capaz de fazer bem, Freud teria dito: “Lieben und arbeiten”  (“amar e trabalhar”). Na sua crença, a conjunção trabalho e família é o que permite um funcionamento psicológico sadio, vinculando o indivíduo ao sentimento de felicidade.

Trocando impressões sobre esse tema com Waleska Farias, consultora de carreira e imagem, ela comentou: “Nesses novos tempos, a condição profissional oferece a possibilidade de transformar sentimentos em realidade e integrar pessoas com objetivos convergentes e crenças concretas para visualizar no trabalho não só um meio de vida, mas também um novo sentido de existência”. Ela ainda cita uma pesquisa da Right Management que aponta que 48% dos brasileiros estão insatisfeitos com o trabalho.

Por que os profissionais estão cada vez menos motivados com o trabalho que executam? Como construir um sentido que torne satisfatória a trajetória profissional?

Waleska dá uma pista: “Ansiedade, intolerância, nervosismo constante e angústia levam muitos profissionais à infelicidade crônica responsável pelo afastamento e até mesmo desligamento do trabalho em decorrência de quadros depressivos. Alguns fatores surgem como causadores desse estado. Salários não condizentes com o volume de trabalho, pressão constante, pouco desafio e falta de mentoria estão entre as queixas mais frequentes”.

Para a jovem Gabriela Marques, publicitária na F/Nazca, isso ocorre em todas as áreas justamente pelos fatos citados acima. Ela afirma: É impressionante como a frustração e a indecisão se tornaram comuns e recorrentes na minha geração. São poucas as pessoas da minha idade que se sentem felizes e plenas com o caminho profissional traçado. A grande maioria está confusa, desapontada, cheia de perguntas e longe de encontrar respostas. E mais do que faltarem respostas, faltam objetivos, faltam propósitos, faltam metas, falta felicidade.Hoje vejo pessoas se preparando muito e executando pouco. Vejo pessoas mais cumprindo papel do que fazendo o que realmente gostam e escolheram. Vejo corpos físicos presentes em reuniões, mas almas distantes e frustradas. E isso tem que gerar um impulso por mudança, um impulso por busca de felicidade”.

Considerando que a felicidade é relativa à percepção de cada um do que lhe cabe como medida, as pessoas precisam saber quem são para descobrirem o que, de fato, querem, fazendo uma relação custo-benefício que as aproxime das suas próprias intenções. Certamente o fato de se experimentar demais sem tirar nenhum aprendizado disso tem um enorme peso nessa realidade.

A clássica equação do “quem eu sou” e “o que quero realizar” para, então, chegar à definição do “o que me motiva” e seguir na direção do que te faz feliz. E é preciso que se diga que o resultado é sempre proporcional à crença e ao esforço de cada um em contribuição à parte que lhe cabe.

Para concluir, Waleska cita Goethe: No momento em que nos comprometemos de fato, a providência também age. Ocorre toda espécie de coisas para nos ajudar. Começa tudo o que possas fazer, ou que sonhas fazer. A ousadia traz em si o gênio, o poder e a magia

Sidnei Oliveira
é expert em jovens talentos e conflitos de gerações. Consultor, palestrante e autor dos livros da série “Geração Y”. sidnei@kantu.com.br

15/08/2013 at 5:07 PM Deixe um comentário

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