Archive for agosto, 2012

VENCENDO NA INDÚSTRIA GRÁFICA NO SÉCULO XXI – Texto de Flávio Botana

A Era da Informação transformou o modelo de gestão de todas as empresas. Hoje as empresas compram, vendem, administram e controlam usando intensivamente a tecnologia de informação e, mais particularmente, a Internet. Todas as empresas tiveram que se repensar e se modernizar.

Porém, no caso particular da indústria gráfica o efeito da nova tecnologia é ainda mais devastador, pois além de mudar o modelo de gestão das empresas, a tecnologia afetou os nossos produtos: a internet mudou o mercado de jornais e revistas, a nota fiscal eletrônica desestruturou o mercado de formulários contínuos, boletos e contas estão sendo enviados eletronicamente, os e-books redefinem o mercado de livros… e certamente mais mudanças virão.

E isso altera a estrutura básica de nossas empresas gráficas. A última Drupa, realizada em Maio de 2012, apontou algumas possíveis e prováveis novas tecnologias que podem alterar significativamente a forma de se produzir na indústria gráfica.

Diante deste mosaico de novidades a pergunta que não sai da cabeça dos empresários gráficos é: Como viver e prosperar neste mercado tão instável?

Um primeiro aspecto a considerar para responder esta pergunta é que não acreditamos que qualquer empresa possa criar e manter um diferencial competitivo sustentável e duradouro baseado em tecnologia.

As novas tecnologias são facilmente acessíveis nos dias de hoje, além de também serem rapidamente imitadas. Sendo assim, acreditamos que o diferencial competitivo das empresas de sucesso do século XXI estará apoiado nas pessoas. E os processos de gestão terão papel fundamental na criação e solidificação destes diferenciais.

A nova gestão da indústria gráfica, dentro deste ambiente de mudanças intensas e rápidas, deve ser estratégica. E pensando estrategicamente, observam-se duas possíveis ações gerenciais para consolidar a posição das nossas empresas no mercado: ou a nossa empresa se destaca no mercado pela INOVAÇÃO, ou terá a necessidade de ter uma impressionante EFICIÊNCIA OPERACIONAL para poder competir num mercado com tendências à commoditização.

INOVAÇÃO

A empresa que conseguir usar as novas tecnologias para criar produtos ou serviços novos para os seus clientes, que resolvam eficazmente alguns de seus problemas terão lugar de destaque no mundo de negócios da indústria gráfica. Certamente para isso os empresários precisarão “pensar fora da caixa”, entendendo os problemas que afetam o negócio de seu cliente e criando valor para ele.

É a geração de resultados através das receitas provenientes da geração de valor para o cliente.

EFICIÊNCIA OPERACIONAL

Os que não conseguirem criar valor para o cliente terão que competir ferozmente num mercado com abundância de oferta. Isto quer dizer que não existirá espaço para as empresas competirem a menos que elas tenham custos absurdamente competitivos.

Isso só será alcançado em uma empresa que tem os recursos adequados, utiliza estes recursos intensamente, tendo um alto nível de utilização dos equipamentos; consegue obter um desempenho exemplar e com uma baixa taxa de desperdício de matérias primas. Tudo isso aliado a uma alta competência de negociação em compras.

É a geração de resultados através da redução de custos provenientes da gestão eficaz da empresa.

 

E estas ações gerenciais não ocorrerão espontaneamente. Elas precisam ser elaboradas, “arquitetadas” e implementadas por gestores competentes e comprometidos. É um processo que passa pela formação de uma equipe competente, com a implementação de procedimentos adequados e com a implementação de uma liderança ativa e com o espírito de “suportar” a sua equipe na obtenção dos resultados.

Este é um processo que não é simples e não é rápido, mas é praticamente a única alternativa para quem quer progredir no mercado gráfico nos próximos anos.

Anúncios

30/08/2012 at 3:57 PM 5 comentários

3 anos, uma impressão – Texto de Clayton Fernandes dos Santos – Um recém-formado Tecnólogo Gráfico

Recebi este texto por email deste nosso ex-aluno. Acho que ele merece ser compartilhado. Obrigado!!!

Olá!
Participei por 3 anos do curso de tecnologia em produção gráfica do SENAI, e por ele me formei, a menos de uma semana.
Durante esse período tive a sorte de conhecer pessoas muito competentes e já graduadas pela vida em suas funções, e daquela turma de 40 e poucos que começaram, tive a ‘mais sorte ainda’ de poder agregar alguns (poucos, é certo, mas é como deve ser) amigos à minha vida.
Nas aulas iniciais, em uma de suas cuidadosas apresentações de metodologia, o prof. Bononato propunha uma dinâmica interessante: ao fim da aula, chamar um dos alunos pra contar um pouco mais sobre sua experiência de vida, o que mais lhe emocionou, lhe entristeceu, lhe animou, etc. Uma forma interessante de tentar ‘quebrar o gelo’ natural de quem mal se conhece, mas já se dispôs a passar 3 anos juntos (3 anos que se mostraram mais que um desafio, em diversos aspectos). Confesso que eu sempre fiquei pensando no que falaria se fosse chamado pra contar ‘a minha história’.
No decorrer desses 3 anos tivemos muitas experiências, e sempre defendi a ideia de que as mais enriquecedoras sempre foram aquelas nas quais o tema era discutido de maneira ‘aberta’. A informação sólida nunca me apeteceu. Considero que informação tem várias formas, jeitos…: é líquida. Ela atinge o público (alunos, no caso) e se molda muito à capacidade (e vontade?) da recepção deste. Talvez por isso a maioria tenha terminado o curso mais confortável com o método do Botana, Pires e Bononato, que sempre adotaram essa maneira mais ‘solta’ de discutir. Aqui claro, vale a observação de que nem todas as disciplinas permitem esse tipo de didática, e sim, isso é determinante. Ainda assim, o modelo por competências nos ofereceu possibilidades de exercitar de maneira mais prática algumas questões abordadas e, mesmo que o curso inteiro não tenha seguido este norte (sim, algumas matérias estavam mais próximas do modelo anterior de ensino), foi esse método que nos modelou.
Uma coisa indiscutível sobre o SENAI, ao meu ver (além do já inquestionável potencial de maquinários) foi a possibilidade de experimentar novas ideias. É uma pena que, em virtude do público (muito operacional) e também do modelo próprio que o SENAI desenvolveu na sua história (com vistas, basicamente, à mão de obra industrial), seja tão difícil o encontro das novas ideias a esse ambiente. Sempre procurei desenvolver algo novo (e isso não significa apenas produto, mas conceitos, questões, pensamentos), fora do ‘padrão’. Ver que a maioria dos Projetos Integradores tratam, basicamente, de temas similares, é constatar a perda que se dá a essa possibilidade de, com o respaldo oferecido, poder CRIAR algo, efetivamente. Nessa questão, só posso parabenizar a Claudia e os envolvidos no desenvolvimento no NAIPE, de colocar à disposição ferramentas de gestão e organização, e o acompanhamento metódico que oferecem.
Bem, já não bastando a experiência que pude construir, o contato com novas informações, a prática, as amizades, as novas referências, a possibilidade de ir a feiras (DRUPA inclusa), ainda tive a HONRA de ser homenageado como melhor aluno da sala. Quanto a isso, não tenho muito o que falar. Foi mesmo uma surpresa indescritível essa homenagem e, ainda que para alguns não tenha a mesma proporção que pra mim, preciso dizer que foi algo ímpar. Sou uma pessoa muito difícil de se surpreender, mas dessa vez realmente fiquei incrédulo. Muito obrigado mesmo. Agora, já saindo do SENAI, se fosse chamado lá na frente, numa das aulas do Bononato, já teria uma coisa incrível pra contar.
Além de tudo, o SENAI foi o berço de uma ideia (dentre tantas…) que tem amadurecido muito nesses últimos meses, um embrião que está tomando forma: a halftone. Acho que não estudei tanto nesses últimos 3 anos quanto tenho estudado agora na composição e no plano de negócio da minha (micro-micro) empresa, e é justamente essa gana por crescer e conquistar, derivada principalmente desses 3 últimos anos (e também do meu ‘jeito de ser’) meu maior ativo hoje. Acredito MUITO que essa homenagem (um prêmio?) não foi a única da minha vida, mas por ser a primeira desse porte, é a que carregarei com maior carinho.
É notável a transformação e amadurecimento que me foi possível, e é por isso que gostaria de lhes dizer OBRIGADO: pela paciência, tempo, atenção, disposição, dedicação, amizade, complacência (às vezes, porque ninguém é de ferro) e tudo que dedicaram nesse período de maior contato. Ainda frequento (e frequentarei insistentemente) o SENAI, mas agora mais como visitante.
OBRIGADO mais uma vez, e parabéns. De cada aluno que recebeu um canudo aquele dia, um pedaço da honra é de vocês!
Clayton Fernandes dos Santos
Tecnólogo em Produção Gráfica 😉

29/08/2012 at 4:14 PM 3 comentários

Por um ser humano mais inteligente – Ray Kurzweil – (Fonte: www.hsm.com.br

O futurista Ray Kurzweil aposta em uma breve ampliação da inteligência humana, propiciada pela revolução biotecnológica

 

“Criamos tecnologias para nos tornarmos mais inteligentes”, afirmou Ray Kurzweil, inventor e futurista, em sua palestra no Fórum HSM Novas Fronteiras da Gestão 2012. Para ele, caminhamos a passos largos rumo à ampliação da capacidade humana de processar o mundo, realizando avanços na intersecção entre a biologia e a tecnologia da informação.

Kurzweil esclareceu a Lei da Aceleração das Mudanças, a qual descobriu há 30 anos. Diferentemente do que o pensamento linear consegue imaginar, as mudanças ocorrem de modo exponencial na tecnologia. Enquanto antes da Revolução Industrial a mudança nem era um tema, dado seu passo lento, seu índice, hoje, dobra a cada década.

Para o palestrante, neste século, evoluiremos algo como 20 mil anos, se medidos no ritmo atual. Corroborando seu ponto, reproduziu a fala de um menino de apenas 12 anos que observou a aceleração: “As coisas são tão diferentes de quando eu tinha 8 anos!”. Além disso, podemos pensar que, há três anos, muitos não usavam as redes sociais e, há dez, não usavam a busca da internet.

O cientista ainda meciona que parâmetros como tráfego de dados na internet, largura de banda do backbone, preço-benefício dos serviços wireless de dados e hosts na internet dobram a cada 12 meses. Um exemplo do fator exponencial em tecnologia é o smartphone, 7 bilhões de vezes mais potente do que o computador que o próprio Kurzweil usava quando era estudante, além de 100 mil vezes menor e muito mais barato.

Essa tendência menor-melhor-mais barato é contínua e afeta tudo o que nos importa. “Não se trata apenas do que carregamos no bolso, mas transformará a produção de alimentos, o suprimento de água e a medicina”, projetou durante sua apresentação.

Biotecnologia e engenharia reversa do cérebro

Até recentemente, novas terapêuticas eram descobertas acidentalmente. No entanto, hoje se considera a biologia como um processo de informação no qual os genes são como programas de software, sequências de zeros e uns, que controlam nossa vida.

Com o custo para sequenciar DNA diminuindo cada ano (o primeiro custou algo próximo a US$ 1 milhão, agora custa US$ 10 mil), cresce a probabilidade de se identificar a predisposição genética das pessoas a doenças, de modo que estas sejam “desligadas”, como disse o palestrante. Outro exemplo de avanço é o reforço que terão nossos eritrócitos, nosso exército destruidor de inimigos. Teremos meios, inclusive, de solucionar distúrbios autoimunes.

Para Kurzweil, os dispositivos tecnológicos nos tornam mais inteligentes, pois, por eles, acessamos quase todo o conhecimento humano o tempo todo. “Agora, as pessoas começam a colocar esses dispositivos em seu corpo. Há orgãos computadorizados, como o pâncreas, que atua como se fosse natural”.

Estudamos o cérebro com precisão que duplica ano a ano e estamos aprendendo como o neocórtex (onde ocorre o pensar) é conectado. “Em meu próximo livro, evidencio que temos 300 milhões de reconhecedores de padrões no neocórtex e defendo que podemos expandi-los, já que teremos nanobits no corpo. Por que não 1 bilhão de reconhecedores, ou 1 trilhão?”

Na previsão de Kurzweil, chegaremos a 2029 com computadores tão inteligentes, em quantidade e qualidade, que seremos qualitativamente melhores na ciências e nas artes.

Ensino obsoleto

O cientista mostra-se descrente do modelo de negócio do ensino superior, que não considera sustentável. “Enviar dois filhos à faculdade nos Estados Unidos pode custar US$ 1 milhão, mas a educação online não custa praticamente nada”, salientou. O MIT realizou estudo que evidenciou que a eficácia do ensino a distância é tão boa quanto a do presencial.

Além disso, para o cientista, devemos aprender fazendo e não apenas recebendo informações de um professor, pois o conhecimento criado no passado está disponível em toda parte. Nesse sentido, a impressão 3D é de grande valia, pois permite que alunos de arquitetura, por exemplo, construam casas reais, do projeto à efetiva montagem dos módulos. Se essa realidade pode ser difícil de conceber, que dirá a impressão 3D de alimentos, que Kurzweil anuncia para daqui a 20 anos. “Em 2020, haverá nanômetros, e poderemos imprimir quase tudo”, projetou.

Portal HSM
22/08/2012

27/08/2012 at 12:48 PM Deixe um comentário

Hoje – Formatura de 3 turmas da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica!

Parabéns a todos os alunos por esta conquista!!!

24/08/2012 at 1:37 PM Deixe um comentário

Produção da indústria gráfica nacional cai 0,6% no primeiro semestre de 2012 (Fonte: Abigraf)

Segmentos gráficos afetados pela retração foram os de impressos comerciais, jornais e livros;

A contratação de serviços gráficos no exterior, por parte de editoras brasileiras, para a impressão de livros está causando o sacrifício de postos de trabalho no parque gráfico nacional.

Entre junho de 2011 e junho de 2012, 1.287 vagas foram fechadas (1,2% do total).

O desempenho da Indústria Gráfica nacional no primeiro semestre de 2012 sofreu decréscimo de 0,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme revela balanço elaborado pela consultoria econômica Websetorial para a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (ABIGRAF Nacional).

A comparação entre os primeiros semestres de 2012 e 2011, por segmentos gráficos, mostra resultados positivos para alguns tipos de produtos impressos, como o de embalagens, que registrou expansão de 2,3%; e o de embalagens impressas de papel ou papelão de uso geral, com crescimento de 3,2%.

No mesmo período, a retração foi percebida nos segmentos de Impressos Comerciais, com decréscimo de 10%; de Jornais (2,6%); de Embalagens Impressas de Plástico (2,3%); e produtos gráficos Editoriais (0,4%), em especial os livros .

“Por outro lado, no acumulado dos últimos 12 meses, julho/2011 a junho 2012, o resultado foi positivo, com crescimento de 0,78%”, informa Fabio Arruda Mortara, presidente da ABIGRAF Nacional, sobre o estudo, que baseia seus índices nos dados do IBGE. O dirigente salienta que a maior preocupação comercial do setor atualmente é a crescente contratação no exterior da impressão de livros brasileiros, inclusive os didáticos, numerosos deles incluídos nos programas de compras governamentais.

“As gráficas brasileiras, em termos de tecnologia, capacidade de atendimento à demanda e know how, são tão capacitadas quanto as melhores do mundo. No entanto, arcam com custos que as concorrentes internacionais não têm, como PIS/Cofins, encargos sociais elevadíssimos sobre a folha de pagamentos e tributos sobre insumos, como a tinta e outros substratos. Por isso, seria urgente uma desoneração da atividade, como já ocorreu com outros ramos da indústria, para resgatar sua competitividade”, salienta Fabio Mortara.

No primeiro quadrimestre de 2011, US$ 41,6 milhões em livros foram importados. No mesmo período deste ano, foram US$ 47,6 milhões. Entre junho de 2011 e junho de 2012, 1.287 vagas foram fechadas (1,2% do total).

20/08/2012 at 9:59 AM 3 comentários

Notas de Aula – 5o. Semestral – Aula Extra – Orçamento Pessoal

É só clicar nos links abaixo e salvar em seu computador

Orçamento Pessoal

PlanilhaOrcamentoPessoal

18/08/2012 at 11:25 AM 1 comentário

Autor fala sobre manual do gestor da indústria gráfica – lançamento da Senai-SP Editora (Fonte: Portal Fiesp)

autor-fala-sobre-manual-do-gestor-da-industria-grafica-lancamento-da-senai-sp-editora

17/08/2012 at 10:55 AM 1 comentário

Posts antigos


agosto 2012
D S T Q Q S S
« jul   set »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  
Participe com seus comentários!!! Divulgue o blog!! Vamos criar mais um fórum de debates da indústria gráfica!

Tópicos recentes

Feeds