Archive for agosto, 2014

Como achar significado no trabalho? – Texto de David Ulrich (Fonte: www.hsm.com.br)

Traduzido do artigo “Getting Beyond Engagement to Creating Meaning at Work”, escrito por David Ulrich no portal da Harvard Business Review

Se perguntarmos aleatoriamente para as pessoas o que elas gostam em seus trabalhos as respostas vão variar de “o desafio” a “os colegas” a até “Você está brincando? Odeio meu trabalho”.

Algumas dessas pessoas ganham muito, outras trabalham para as que ganham muito, mas descobrimos que nem o cargo nem o salário parecem ter muito a ver com achar significado no trabalho.

Mesmo em situações de trabalho horríveis, em ambientes degradantes e perigosos, algumas pessoas conseguem o sucesso. Isso não quer dizer que elas sejam felizes com as circunstâncias, mas indica que é possível encontrar significado apesar delas. Apesar de que, “encontrar significado” não é a expressão correta.

Significado não é como uma moeda, que podemos encontrar ao acaso. Significado está mais para uma obra de arte que esculpimos. As pessoas precisam criar significado nos seus trabalhos e suas vidas e esse processo requer habilidade e prática, não apenas sorte.

Aqueles que conseguem criar significado – seja o próprio ou ajudando os outros a encontrarem – tendem a trabalhar mais, de forma mais criativa e com mais resistência, dando as empresas uma vantagem no mercado. Além disso, estudo após estudo mostra que quando os colaboradores encontram significado, a empresa ganha maiores taxas de fidelidade dos clientes e retorno aos acionistas.

Considerando o quanto o significado pode contribuir para a construção de uma organização competitiva e sustentável, é importante que líderes entendam o que faz o colaborador experimentar o significado e qual papel eles podem ter no processo.

Mesmo em circunstâncias desfavoráveis, as pessoas enxergam significado quando a atividade está relacionada com seus valores, se conecta com pessoas que eles gostam, aumentam seu senso de competência ou dá insights do tipo “ah-há!”. Pelo que sabemos sobre o funcionamento do cérebro, a capacidade de criar significado também está relacionada a desafios (resolver um problema que não seja nem muito fácil nem muito fácil), segurança emocional (entregue através de amizades, equilíbrio e auto-estima), autonomia (estrutura, mas sem burocracia excessiva) e talvez o mais importante, aprender com o exemplo de outros criadores de significado.

Em outras palavras, aprendemos a criar significado da mesma forma que aprendemos a maioria das coisas, vendo e ouvindo os outros que fazem isso bem. E é nesse momento que entra o papel do líder.

Líderes ajudam a moldar a visão que engaja os outros, que conta as histórias que geram um senso de legado e fazem as pessoas imaginarem o futuro. Líderes despertam desejos e valores únicos, além de engajar os corações e mentes das pessoas.

Então, como líderes podem ajudar colaboradores a encontrar significado no trabalho de forma mais sistemática?

Nós compilamos pesquisa de diversas áreas de pensamento e identificamos 7 impulsionadores de significado que líderes podem usar:

  • Ajude funcionários a identificar e usar de forma criativa as forças, características e valores (como: integridade, liderança, amor ao aprendizado, gentileza, etc.) que eles mais se identificam.
  • Encaixe os propósitos (descoberta, superação, conexão ou autonomia) que motivam os colaboradores com suas funções. Por exemplo, peça para passarem 20 minutos escrevendo sobre trabalho que eles gostariam de fazer se todos os desejos fossem realizados. A partir disso, os ajude a criar planos de desenvolvimento para correr atrás desses sonhos.
  • Estimule habilidades relacionadas a criar relações e amizades, como pedir e aceitar pedidos de desculpa de forma efetiva, para criar times de alto desempenho e sinergia.
  • Promova ambientes de trabalho positivos dando destaque a características como humildade, generosidade e abertura a feedbacks. Pergunte aos colaboradores como a empresa se sai nessas qualidades cruciais e então crie um plano para melhorar os resultados nos pontos em que a empresa não está bem.
  • Ajude as pessoas a identificar e desenvolver os tipos de desafios que estão alinhados com sua experiência de engajamento.
  • Destine tempo para reflexões tanto individuais quanto corporativas para ajudar as pessoas a tirar lições de acontecimentos indesejados e desenvolvam coragem para liderar novas iniciativas.
  • Encoraje a cidadania e diversão através de coisas pequenas que personalizam e humanizam o mundo do trabalho (ex.: tempo para conversar, competições amigáveis, imagens e humor). A Nokia por exemplo distribuiu milhares de pulseiras de plástico para lembrar às pessoas que elas não deveriam reclamar por 21 dias.

Parafraseando Nietzsche “Aquele que possui um ‘por que?’ consegue se virar com quase qualquer ‘como’.”. Para extrair o máximo dos colaboradores, os líderes devem fazer tudo que puderem para tornar esse ‘por que?’ o mais claro o possível

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24/08/2014 at 6:41 PM Deixe um comentário

Ética de Resultados versus Resultado Ético – Texto de José Luiz Tejon Megido – Fonte: www.exame.com.br

resultado

Alguns pensadores criticam nas empresas a colocação de foco no resultado como um aspecto ético, compatível com outros aspectos da carta de valores. E explicitam: se nos princípios estão sustentabilidade, excelência e integridade, por exemplo, acrescentar foco em resultados colocaria por terra os três anteriores.

Seria importante que esses pensadores soubessem que sem resultados não existe instituição que sobreviva. Inclusive aquelas onde muitos dos nossos teóricos exercem seus domínios profissionais, como universidades, ou mesmo Ong’s falidas. Resultado, visto como consequência de uma planificação, de um raciocínio estratégico, onde nessa estratégia as táticas considerem exatamente todos os valores combinados e contratados da corporação, servem sim, e são recomendados, e até sagrados, funcionando como legítimos faróis de alvos, e faixas de chegada nas jornadas empreendidas.

Qual a diferença substancial entre ética de resultados, aquela que só serve ao resultado pelo resultado, aquela cujo business plan desce “goela abaixo” dos executivos, aquela onde a meta de vendas chega pronta de cima pra baixo, comparado com a performance do resultado ético? E, nesse ponto, os colegas filósofos da ética chegam carregados de razão. Quando temos a ética do resultado, todos os demais valores podem ou não ser contemplados nos processos decisórios e nas maneiras pelas quais o resultado será obtido, pois vem a ser a única coisa que importa e dominante. Isso será substancialmente distinto e oposto como norte ao sul, da construção ética dos resultados, ou o resultado ético.

Este último, o que nos interessa vai envolver esmero, foco e capricho inquestionáveis na preparação do plano de negócios. Significará metas de vendas negociadas em 360 graus, e conduzidas com negociações entre todos os agentes responsáveis por sua execução. Vai representar empowerment legítimo, cuja fórmula continua sendo: objetivos + responsabilidade + habilidade + estrutura e recursos + métricas e mensurações sistêmicas + feed back, comunicação e permanente recontratação.

A arte da ética nas negociações continua sendo a grande chave do maior fundamento da consciência ética, um resultado negociado, combinado, planejado, orçado, e operacionalizado, levando em consideração todos os agentes, e a regra do jogo dos valores, ou seja, aquilo que não iremos nunca fazer para atingir resultados, isso sim merece um imenso e grandioso back light na empresa: foco no resultado ético.

Fica aqui a recomendação, agregando o legítimo senso crítico dos colegas da filosofia, foco no resultado, permite relativizações e abertura para falcatruas. Porém, foco no resultado ético, esse sim nos remete à qualidade e à competência das planificações e operações de uma empresa, realizados antes do time entrar em campo. Aquilo que deve ser combinado nos treinos, nos estudos, palestras e reuniões, bem antes do jogo iniciar. E, durante o jogo, a permanente recontratação das táticas, a partir dos inexoráveis ciclos de incertezas que sempre existiram e continuarão a existir. Assim, viva a inteligência e a flexibilidade, aliados com a confiança da fundamental criatividade, e, foco na ética.

07/08/2014 at 9:58 AM Deixe um comentário

Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica – Notas de Aula – Gestão de Recursos 1 – 1o. semestral

É só clicar no link abaixo e salvar em seu computador

Notas de Gestão de Recursos 1 Atualizado 1o sem 2011

 

03/08/2014 at 6:26 PM Deixe um comentário


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