Archive for dezembro, 2010

Feliz Ano Novo!!!! (Carlos Drummond de Andrade)

Acho que este é o 4º ou 5º ano que uso a mesma mensagem para desejar um Feliz Ano Novo aos meus amigos.

Mas realmente não consegui achar nada mais genial do que este texto do Carlos Drummond de Andrade para refletir o nosso estado de espírito nesta época.

Que venha 2011!!!!!

Cortar o tempo”
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente

Carlos Drummond de Andrade

30/12/2010 at 11:05 AM Deixe um comentário

Na despedida de Lula, lamento destoar do clima de louvação – Texto de Bolívar Lamounier (Fonte: www.exame.com.br)

Na obrigação de escrever alguma coisa, tentarei dar uma arrumação nova a avaliações que vez por outra andei fazendo neste espaço.

Na área econômica, eu penso que Lula acertou em cheio ao jogar no lixo as idéias do PT e manter a política do governo anterior . De fato, ao assumir, em 2003, Lula não alterou o tripé de política econômica que encontrou : metas de inflação, câmbio flutuante e Banco Central livre de interferência política ; para presidir o BC, teve inclusive o cuidado de buscar um banqueiro acima de qualquer suspeita, com o que evitou prevenções nos mercados financeiros e conservou a estabilidade a duras penas alcançada no período anterior.

Por mais que falasse em “privataria” e em “auditoria”, Lula não moveu uma palha no sentido de reverter as privatizações efetuadas nos anos 90. Ao contrário, instruiu o PT a abortar no Congresso uma proposta do PSOL, que queria um plebiscito sobre a privatização (e eventual reestatização) da Vale. Nos últimos dois anos, já sob a influência de Dilma Rousseff e em conexão com o pré-sal, o espírito estatizante voltou forte; até onde irá, não sabemos.

Mas aí acabam os acertos, ou não-erros. Para começar, o legado de Lula para Dilma inclui índices de inflação já bastante incômodos e uma situação fiscal preocupante, necessitando de sério ajuste.

Na infra-estrutura – energia elétrica, rodovias, portos, aeroportos…-, a presidência Lula pode ser considerada desastrosa. Uma das causas do desastre foi a qualidade manifestamente deficitária da gestão, mas que dizer do financiamento?

Oito anos atrás, a inexistência de recursos públicos para os investimentos necessários era de conhecimento geral. Que foi feito das PPPs (Parcerias Público-Privadas), cuja lei foi aprovada no Congresso logo no inicio do primeiro mandato? No ambiente internacional favorável daquele período, por que não se tratou de atrair capital estrangeiro para essa área?

Estou falando do passado, mas o desastre ficará ainda maior se os trabalhos relacionados com a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada se atrasarem – e por ora é difícil crer que isso não vá acontecer.

Chegando ao final de seus dois mandatos, Lula parece convencido – e isto é grave – de haver descoberto a pedra filosofal. Pensa que a economia brasileira cresceu vigorosamente nos últimos anos graças a méritos inexcedíveis de seu governo. Às vezes fala como se não se desse conta de que o motor do nosso crescimento é o progresso da Ásia, em especial o da China. Dir-se-á que o governo soube aproveitar tal oportunidade. Ora, espantoso seria se não tivesse sabido.Seria como não perceber um elefante entrando numa residência de dois cômodos.

Na área social, também, Lula acertou, e muito, ao manter e expandir programas iniciados pelo governo anterior. Foi rápido no gatilho quando se desfez do Fome Zero, que não iria a lugar nenhum, e adotou o Bolsa-Família. Não vem ao caso inquirir aqui por que Lula nunca deu o devido crédito ao governo Fernando Henrique – cálculo eleitoral, certa inclinação de personalidade, sabe-se lá.

Mas chega a ser desfrutável, convenhamos, a pretensão de elevar as políticas sociais do período Lula à condição de um “novo modelo de desenvolvimento”, como consta na tese de doutoramento em economia do senador petista Aloísio Mercadante, defendida dias atrás na Unicamp.

De corrupção, eu talvez nem precisasse falar, mas não posso passar batido sobre o que Lula disse anteontem numa entrevista. Segundo ele, pior que o mensalão teria sido o acidente com o avião da TAM em Congonhas. Eu não estou seguro de haver captado a mensagem que Lula pretendeu passar. Quereria ele talvez dizer que não houve corrupção em seu governo, ou que a corrupção, se aconteceu, foi desimportante, insuficiente para lhe causar algum abalo? Sem faltar ao respeito com S.Exa., atrevo-me a indagar se não haverá em sua fala um quê de autismo, considerando-se que a corrupção em seu governo começou com Valdomiro Diniz e culminou em Erenice : o mensalão foi o meio do caminho.

Na área propriamente política, as últimas declarações de Lula vêm sendo mais uma vez instrutivas. Um dia ele diz que não descarta voltar em 2014. No dia seguinte, diz que Dilma será sua candidata em 2014. A imprensa correrá atrás, tentando adivinhar quais são afinal as reais intenções de Luís Inácio.

Eu me limito a lembrar um ilustre comunicólogo de cujo nome não me lembro: “o meio é a mensagem”. Lula passará os próximos dois ou três anos propalando ambigüidades, disseminando contradições, afirmando uma coisa e seu contrário, com um único objetivo – manter sua imagem permanentemente associada a uma palavrinha de sete letras: eleição.

Para concluir, direi três ou quatro palavras sobre os desafios que Dilma irá enfrentar a partir de sábado. Inflação, ajuste fiscal, reformas, Congresso? Sim, isto é óbvio.

Mas o que me chamou a atenção esta semana foram dois números que apareceram na imprensa: no governo Lula, 83% dos cargos de livre nomeação foram preenchidos por petistas, e 49% por sindicalistas. São números eloqüentes. Eles mostram que Lula e o PT montaram no governo uma subestrutura – um aparelho – do qual Dilma dificilmente conseguirá se livrar. Quer queira mesmo voltar em 2014 ou não, o ponto de referência e principal interessado nessa subestrutura é evidentemente Lula.

Os fatos mencionados sugerem duas hipóteses. Primeiro, como é óbvio, a presidente Dilma Rousseff corre o risco de ter um poder paralelo permanentemente nos calcanhares. O bom relacionamento dela com Lula pode atenuar, mas não elimina por completo os problemas a que essa situação pode levar.

Segundo, por aí se pode apreciar o amplo panorama histórico da evolução do PT. A fase da pureza ética e do discurso proto-revolucionário (“contra tudo o que aí está”) acabou. Era uma “doença infantil”. Sobrevive apenas nas margens, como uma canção de ninar ainda útil para embalar o sono dos ingênuos.

Na fase atual, o que há é um projeto de poder, um guarda-chuva remunerativo sob o qual militantes, sindicalistas, ONGs e apparatchiks de vários tipos e origens se acomodam. Para maior glória do lulismo e sob os auspícios do contribuinte.

29/12/2010 at 10:06 AM 1 comentário

A importância da boa utilização da TI (Tecnologia de Informação) na Indústria Gráfica – Texto de Flávio Botana

Estamos vivendo a Era da Informação!

A Tecnologia de Informação hoje faz parte do dia a dia das empresas, dos governos e das pessoas, e vem transformando com uma velocidade alucinante as rotinas, os procedimentos e alguns conceitos que estavam aparentemente arraigados e que agora fazem parte do passado.

E a Tecnologia de Informação impactou diretamente o mundo das comunicações, provocando mudanças radicais na forma de divulgação das informações, na maneira de mostrar novos produtos para os futuros clientes, na forma de divulgação da cultura, no processo da educação, etc. E como é muito fácil de ser notado, estas mudanças alteram também de forma drástica a nossa industria gráfica.

São os tempos de mudanças, que inegavelmente trazem benefícios às pessoas, e que devem ser sempre bem-vindos. Podemos até dizer que mudança não é novidade na história do mundo, que sempre passou por transformações (que o digam Gutenberg, a Revolução Industrial, as Guerras Mundiais, etc). Realmente o que pode nos assustar é a intensidade e a velocidade das mudanças, mas o que se pode perceber é que este processo é irreversível…

São os novos tempos! Vivemos mais uma nova era!

Vamos analisar então como estas mudanças afetam a vida das nossas empresas e, em particular, quais foram as alterações no perfil dos profissionais que trabalham nas empresas em geral, nos escritórios e nas fábricas, e em particular, o novo perfil do profissional da indústria gráfica.

Em seu brilhante artigo de 2000 “Além da Revolução da Informação”, Peter Drucker analisa a estrutura das mudanças provocadas pela tecnologia da informação. Ele apresenta inicialmente a tecnologia de informação não como um elemento de transformações radicais, mas como um “acelerador” das rotinas existentes, conforme mostra o trecho do artigo abaixo:

“Como a Revolução Industrial dois séculos atrás, a Revolução da Informação nos seus primeiros 50 anos (de 1940 até 1990) apenas transformou processos que já existiam. Na verdade, o impacto real da Revolução da Informação não ocorreu na forma de informação. Por exemplo, praticamente não houve mudança na forma em que são tomadas as decisões nas empresas ou governos. A Revolução da Informação apenas transformou em rotina processos tradicionais de inúmeras áreas. O software para afinar um piano converte um processo que tradicionalmente levava três horas para algo em torno de 20 minutos. Há software para folhas de pagamentos, para controle de estoque, para programações de entrega e para todos os outros processos de rotina de uma empresa. O projeto das instalações internas de um grande prédio (aquecimento, hidráulica e assim por diante), de um presídio ou de um hospital antigamente envolvia, digamos, 25 projetistas altamente especializados durante 50 dias. Agora, existem programas que permitem que um projetista faça o trabalho em alguns dias, a uma fração ínfima do custo. Existe software que ajuda as pessoas a preencher a declaração de imposto de renda e software que ensina os residentes de hospital a retirar uma vesícula biliar”.

Neste artigo ele comenta que a grande transformação provocada pela Tecnologia da Informação surge no final do século passado e início deste século com o advento do comércio eletrônico, que efetivamente começa a mudar a forma de se fazer negócios. Veja seus comentários:

“O comércio eletrônico é para a Revolução da Informação o que a ferrovia foi para a Revolução Industrial – um avanço totalmente novo, totalmente sem precedentes,
totalmente inesperado. Fazendo uma analogia com a ferrovia de 170 anos atrás, o comércio eletrônico está criando uma nova explosão, mudando rapidamente a economia, a sociedade e a política.

Na nova geografia mental criada pela ferrovia, a humanidade dominou a distância. Na geografia mental do comércio eletrônico, simplesmente eliminou-se a distância. Existem somente uma economia e um mercado.”

Vamos comentar separadamente estas duas situações, que passarei a chamar de “fazer mais rápido” e “fazer diferente”.

Quando falamos do “fazer mais rápido”, observamos que a princípio o resultado final será o mesmo, só que a forma de fazer será muito mais fácil e muito mais rápido.

Alguns gênios da informática conseguem entender certas rotinas e sistematiza-las de forma que “apertando-se um botão” ocorrem diversas atividades que exigiam uma série de deslocamentos, observações e ajustes, que demandavam a utilização de várias ferramentas e obrigavam o trabalhador a usar o seu feeling e a sua experiência para obter os resultados esperados.

Partindo-se do pressuposto que estas sistematizações são bem feitas (o que nem sempre ocorre), isto é, que o resultado final é tão bom ou melhor do que se obtinha anteriormente, podemos chegar à conclusão de que trabalhadores não tão bem treinados e com pouca experiência conseguem obter, na grande maioria das situações, resultados praticamente iguais aos obtidos pelos trabalhadores mais experientes.

Vamos dar 2 exemplos:

– Com uma impressora de última geração, um impressor com pouca experiência, mas que saiba utilizar os recursos tecnológicos de seu equipamento, consegue fazer um setup de um serviço “normal” em quadricromia praticamente no mesmo tempo e com a mesma qualidade obtida por um impressor experiente.

– E da mesma forma, um orçamentista sem experiência que conhece bem o software de gestão que utiliza pode fazer um orçamento “normal” tão correto e tão rápido quanto um orçamentista experiente.

O fato conclusivo que podemos obter deste exemplos é que “profissionais piores conseguem resultados que antigamente só os bons profissionais conseguiam”.

Antes que a frase possa trazer algum incômodo, esclareço que uso o termo “pior” para indicar profissionais com menos conhecimento de processos, menos experiência na operação de equipamentos e menor conhecimento das variáveis envolvidas, e não para classificar profissionais como menos envolvidos ou menos dedicados.

E vejam que isso é bom!!! A tecnologia eleva o patamar médio de qualidade de uma forma geral, demandando menos recursos humanos. Ela permite a empresas que não tinham condições de prover trabalhos com qualidade por falta de profissionais habilitados que hoje possam competir com produtos melhores fornecidos em prazos competitivos. A tecnologia “socializa” a qualidade.

Só que este avanço pode trazer terríveis efeitos colaterais, causados basicamente pelo fato de que poderemos entender erroneamente que não precisaremos mais formar profissionais tão qualificados para se obter bons resultados, já que a tecnologia resolve os problemas…

Esta é a grande falácia da Tecnologia!

O fato de termos equipamentos, dispositivos ou softwares mais completos e fáceis de operar não elimina a necessidade de um profissional muito bem formado. E estes equipamentos, dispositivos ou softwares devem ser “ferramentas” na mão do profissional. Quando tudo estiver bem e os produtos processados forem “normais” ou padronizados um trabalhador menos qualificado conseguiria o resultado mas o profissional pleno consegue faze-lo um pouco melhor ou mais rápido.

No entanto, a grande diferença é quando as coisas fogem da normalidade. Aí o profissional é requisitado para atuar. Tentar descobrir causas de anormalidades, tentar alterar algumas variáveis do processo para obter melhores resultados, tentar otimizar a forma de trabalhar com produtos não usuais são tarefas que a tecnologia não resolve sozinha. É necessário o talento, a experiência e o conhecimento técnico de um profissional pleno… e a tecnologia disponível pode ser uma boa ferramenta para ajuda-lo… nada mais do que isso.

Portanto temos que tomar alguns cuidados se temos a tecnologia, mas não temos quem a conheça ou quem a opere:

1º) Evitar a dependência
Se você começar a ouvir frases do tipo: “O sistema não deixa fazer…” ou “Não da para fazer isto porque estamos sem sistema”; provavelmente você tem que trabalhar a capacitação do seu profissional, pois ele é “incompleto”. Um bom impressor “tem que” saber acertar e rodar uma máquina sem todos os recursos da tecnologia (evidentemente que com mais dificuldade); um orçamentista “tem que” saber fazer um orçamento quando o sistema cai (evidentemente num tempo maior). O sistema ajuda o profissional, mas não substitui o conhecimento necessário para a realização das operações.

2º) Não aceitar a falta de “excelência” nos trabalhos
Uma boa tecnologia mal operada pode dar resultados razoáveis ou bons, mas será muito difícil que dê resultados excelentes, diferenciados. O risco de termos tecnologias mal operadas é irmos nos tornado commodities, isto é, faremos o que todos fazem, cobrando o que todos cobram e dando ao cliente a satisfação que todos dão. Esta é uma receita extremamente perigosa num mundo competitivo como o que vivemos. A diferenciação real, o trabalho com excelência vem com um excelente profissional utilizando uma excelente ferramenta tecnológica.

3º) Não perder a qualidade na solução dos problemas
A capacidade de uma empresa é medida quando tudo vai mal. A anormalidade testa o conhecimento, a flexibilidade e a disposição da empresa. E nesta hora, de novo, o profissional “vai para a vitrine”. É a hora da inovação, da criatividade e da flexibilidade ( o que chamo de trocar o ideal pelo possível ), e, de novo, a tecnologia pode ser uma excelente ferramenta, mas quem faz o que precisa ser feito é o homem.

4º) Não abrir mão do talento
A empresa, a escola e os governos são responsáveis pela boa formação dos profissionais, e mesmo tendo todas as facilidades que a tecnologia pode trazer, eles não podem abrir mão de continuar a atuar neste papel de geradores de conhecimento, com o risco de tornar as nossas empresas medianas e commoditizadas. Precisamos encontrar, formar e reter talentos.

Falando agora da outra forma de atuação da tecnologia, que é o “fazer diferente”, entendo que esta é a parte nobre da atuação da Tecnologia de Informação nas empresas, e particularmente nas empresas gráficas.

Quando utilizamos a tecnologia para criar novas formas de fazer as tarefas, otimizando as suas características e os seus resultados, quer sejam em qualidade, custo ou prazo, não estamos apenas melhorando o que existe, mas sim transformando o ambiente produtivo para algo melhor.

E certamente estas novas tecnologias irão demandar um novo grupo de profissionais extremamente capacitados para operar estas transformações.

E aí sim temos um circulo virtuoso. Novas tecnologias gerando novos processos que demandam novos profissionais e que geram produtos diferenciados para atender ou até criar novas expectativas dos clientes.

Para concluir, reforço que a Tecnologia de Informação é excelente, necessária, importante e estratégica… mas é somente uma ferramenta. Nunca podemos deixar de entender claramente quem é o dono de quem. Não podemos ser escravos da tecnologia, pois desta forma estaremos nos diminuindo como seres pensantes. Temos que ser os agentes do processo utilizando (ou não) os recursos tecnológicos disponíveis para otimizar os nossos resultados.

Repito, nunca esqueça quem é o dono de quem! Você domina a tecnologia ou a tecnologia te domina?

Acredito que o fator de diferenciação das empresas foi, é e deverá ser sempre o homem. Precisamos de muitos seres humanos (inteligentes) para criarem os Sistemas e as Tecnologias e precisamos também de muitos outros serem humanos (também inteligentes) para operar estes Sistemas e utilizar estas Tecnologias em prol de um melhor resultado para as empresas e uma melhor qualidade de vida para os seus colaboradores.

Flávio Botana

28/12/2010 at 10:39 AM Deixe um comentário

2011: MPEs (Micro e Pequenas Empresas) acompanharão ritmo de crescimento da economia (Portal HSM)

Estudo do Sebrae-SP projeta que o faturamento das micro e pequenas empresas do estado terá um aumento de 8% no faturamento real de 2010, em comparação ao ano anterior

Estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae – SP) revela que o ano de 2010 foi positivo para as micro e pequenas empresas (MPEs). Isto porque todos os meses deste ano que está se encerrando registraram aumento real de faturamento para estas empresas em comparação com os mesmos meses de 2009.

As MPEs tiveram um aumento de R$ 381 milhões em outubro em relação ao ano passado. Para o consultor do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves, os resultados positivos destas organizações está atrelado principalmente ao crescimento do consumo interno, com a manutenção e aumento do poder aquisitivo.

“As MPEs estão presentes numa ampla gama de atividades, mas são particularmente expressivas nas atividades de comércio e serviços, que atendem a população”, complementa. Entretanto, Gonçalves ressalta que o cenário positivo deve ser avaliado, tendo em vista que os resultados de 2009 foram “relativamente fracos para a economia brasileira”, que sofreu o impacto da crise financeira internacional, e consequentemente também foi relativamente fraco para as MPEs. “Essa base deprimida de comparação deve ser levada em conta”, reforça.

A partir dos resultados de outubro, o Sebrae realizou uma projeção para novembro e dezembro, que sinaliza um aumento de 8% no faturamento real das MPEs em 2010, se comparado a 2009.

O que esperar de 2011

E as perspectivas para 2011 são otimistas. O estudo do Sebrae-SP avaliou as expectativas dos proprietários de MPEs para os próximos seis meses. Em novembro de 2010, 34% dos entrevistados declararam acreditar em aumento do faturamento da sua empresa, nos próximos seis meses; 28% informaram que acham que o faturamento permanecerá no nível atual e 37% declararam que não sabem como o faturamento poderá evoluir. Assim, 62% dos empresários acreditam em manutenção ou aumento da receita nos próximos seis meses.

De acordo com Golçalves, os principais fatores de incertezas em relação a economia brasileira no ano que vem estão associados a inflação e instabilidade econômica internacional. “De uma forma geral, espera-se que as MPEs acompanhem o ritmo de crescimento da economia em 2011”, sinaliza.

Entretanto, a evolução da inflação, em alta no final de 2010, “puxada” pelos aumentos registrados nos preços de itens relacionados à alimentação pode impactar as MPEs. “Itens de baixo valor unitário, que atendem às necessidades básicas da população e cujas vendas dependem do poder aquisitivo da população são muito relevantes paras as vendas das MPEs”, pontua o consultor.

Além disso, efeitos de possíveis instabilidades nas economias avançadas (Estados Unidos e países da Europa Ocidental) podem trazer reflexos nacionalmente. “Tais países têm apresentado um lento processo de saída da crise. Algumas instabilidades podem afetar a economia brasileira, e assim, as MPEs.

Portal HSM

27/12/2010 at 10:23 AM 3 comentários

Feliz Natal!!!!!!!!!!!!!!

Paz
Serenidade
Alegria
Humildade
Fraternidade
Compaixão

Feliz Natal a todos!!!

24/12/2010 at 12:30 PM 1 comentário

Pós Graduação PPMI – Normalização – Notas de Aula – Qualidade na Indústria Gráfica

Vide o link abaixo

Pós PPMI – Qualidade na Industria Gráfica

23/12/2010 at 10:21 AM Deixe um comentário

O desafio de praticar valores e princípios – Texto (muito bom!!!) de Valérya Carvalho – HSM Online

Em artigo, a consultora Valérya Carvalho defende a descentralização dentro das estruturas das organizações. Confira!

Um dos fatores mais importantes para criar uma excelência em serviços acima da média é construir uma cultura corporativa orientada para esse aspecto. E isso se aplica à organização como um todo e não apenas para um departamento ou outro.

Quando uma empresa nasce, seja ela de qualquer segmento ou tamanho, a cultura corporativa evolui naturalmente, por conta do alto nível de empowerment e descentralização que as pessoas possuem.
À medida que esta mesma empresa cresce, é necessário se certificar que essa cultura está sustentada pelos seus valores e princípios, para que ela possa caminhar na direção desejada e manter o empowerment, bem como a confiança, aprofundando no modelo descentralizado alinhado com o ambiente.

Para assegurar que toda a organização fale a mesma língua e que, de fato, entenda o valor de um serviço de excelência, é preciso dedicar tempo e recursos para a administração de sua cultura organizacional.

O que é necessário, então, para criar este ambiente ou esta cultura?

Em primeiro lugar, é necessário olhar para as pessoas. É preciso que seja criado um ambiente que proporcione prazer no trabalho. Para facilitar este caminho, recomendo dar autonomia, permitir a circulação livre da informação, ter liberdade de comunicação e debate independentemente da hierarquia.

Cada vez mais, importa menos o cargo e mais a capacidade de colaborar, convencer, influenciar e organizar uma rede. Além disso, é interessante reunir pessoas, que pela teoria Y da natureza humana são criativas e inteligentes, e dar para elas uma missão clara, desafiando-as com metas difíceis, porém possíveis de serem alcançadas.

Contudo, é preciso deixar que as pessoas se organizem da maneira mais livre possível para cumprir as metas estipuladas, baseado em uma cultura de alta dose de autonomia e de responsabilidade individual ao mesmo tempo.

Niels Pflaeging, em seu livro “Liderando com Metas Flexíveis”, diz que em organizações pós-taylorista, e, portanto, descentralizadas, é possível identificar uma série de conceitos empregados de maneira bastante uniforme, como:

• Integridade e abertura
• Democracia
• Responsabilidades e responsabilidade própria
• Autorealização e aprendizado
• Confiança e cooperação
• Prazer e alegria com o trabalho, prazer com o desempenho e divertimento

Os executivos, diretores e ou gerentes nessas empresas não são os principais tomadores de decisões. A descentralização significa que as decisões são tomadas pelas pessoas que estão mais próximas possíveis do mercado ou do cliente.

Os diretores e gerentes se tornam consultores e apoiadores de suas equipes em relação a todos os problemas importantes associados à organização. Não é simples comprometer executivos com este tipo de princípio.

As empresas, atualmente, definem “liderança” como sinônimo de alta gerência. Quando se fala do desenvolvimento dos líderes ou das “qualidades dos líderes”, em geral se faz alusão ao mais alto nível de executivos apenas.

Essa compreensão nos leva a duas considerações importantes. A primeira é que exceto os diretores e gerentes, o resto não é liderança, portanto, não lidera.

E segundo é que essa definição equipara liderança a hierarquia e tira a autonomia do conceito de liderança, o que nos leva a entender que “Líder” é um cargo. Quem está em cima lidera e quem está embaixo executa.

Entretanto, é importante relembrar que o líder, como soberano e chefe, é uma página virada, porque os ambientes de negócios já mudaram e estão em dissonância com o comando de controle. Sabemos que a parceria e o empowerment são hoje as práticas que produzem organizações com alto desempenho.

Isso mostra que nós temos, hoje, finalmente, a oportunidade de construir organizações com uma gestão coerente com a natureza humana. E que acima de tudo são empresas, nas quais é prazeroso trabalhar, pois cada pessoa pensa e tem a oportunidade de agir como um empreendedor, o que funciona de maneira sustentável e duradoura, criando valor para ambas as partes.

Valérya Carvalho (Consultora associada da Muttare, consultoria de gestão, fundada em 2002 (www.muttare.com.br). Também é co-fundadora e associada do Beta Codex Network e Presidente da Beta Leadership Advisory)

HSM Online

22/12/2010 at 12:11 PM 1 comentário

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