Os sete pecados capitais na gestão de empresas – Texto de Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto (Fonte: Livro “Qualidade e Competência nas Decisões” – Editora Blucher)

14/12/2013 at 10:48 AM Deixe um comentário

Recorremos a uma advertência bíblica para mostrar que também pode servir para a orientação de decisões adequadas de empresas e pessoas, evitando situações que apresentam analogia com os sete pecados capitais.

a. GULA

As empresas devem ponderar bastante antes de decidir se lançar em empreendimentos que visem assambarcar o mercado a qualquer custo, engolindo fatias de mercado dos concorrentes por meios anti-éticos, mediante propaganda enganosa, por artifícios ilícitos, burlando a legislação, etc. Da mesma forma que as pessoas que comem demais e acabam por sofrer indigestão ou problemas causados pela obesidade, essas empresas poderão sentir as conseqüências dos seus atos atrabiliários, e provavelmente arregimentarão contra elas uma coalizão de concorrentes, que leve a situações adversas à sua tranqüila participação no mercado.

b. IRA

Muitas vezes, a direção da empresa pode sentir-se indignada com ações  que lhe são prejudiciais por parte dos concorrentes, de ex-colaboradores ou do próprio governo, levando-as a decisões precipitadas de revanche ou retaliação contra os seus adversários. Não estamos sugerindo que nada se faça, a empresa tem todo o direito de se defender, mas aqui cabe a recomendação de se evitar decidir em condições emocionais adversas. A recomendação , que vale também para pessoas, é deixar os espíritos se acalmarem, protelando um pouco a decisão, para poder exercê-la de forma o mais racional possível.

c. INVEJA

Este pecado capital é, sem dúvida, um mau conselheiro e a nada leva. Não há que se remoer e blasfemar, porque um concorrente é mais bem sucedido. O melhor a fazer é buscar aprimorar os próprios processos e procedimentos, a fim de melhorar a operação, conseguir melhores resultados e eliminar as diferenças. Um bom remédio para isso pode ser o benchmarking.

d. LUXÚRIA

Este pecado capital costuma ocorrer quando começam a sobrar recursos. Resultado de uma tendência oriunda da fraqueza humana, que leva a gastar uma parte ou a totalidade destes recursos em inutilidades, em coisas fúteis, como o luxo exagerado, viagens desnecessárias, festas, ostentações e coisas do gênero. Não é condenável destinar sobras de recursos para premiar colaboradores, mas o exagero costuma ser prejudicial, até por acostumar mal. Por outro lado, muitas vezes não se percebe que há outras possibilidades de melhor investir estes recursos, que passam desapercebidas em face da ânsia por exibicionismo. Dentre os efeitos perniciosos da luxúria, estão a indignação que pode causar em terceiros e a criação de uma imagem de grandeza que pode não corresponder à realidade e se desfazer em seguida, levando os ostentadores ao ridículo.

e. SOBERBA

Este é um pecado talvez mais grave que o anterior, em geral a ele associado, pois costuma levar a decisões em que se supõe infalibilidade, tomadas sem os devidos cuidados, pois os espíritos estão tão imbuídos da própria superioridade que não admitem a possibilidade de falhas ou erros. A soberba tem esse aspecto de cegar as pessoas, fazê-las saborear uma superioridade sustentada pelas próprias convicções, levá-las a atitudes inaceitáveis por terceiros, tomando decisões que, a médio ou longo prazo, se mostrarão inadequadas ou mesmo desastrosas.

f. PREGUIÇA

Este pecado capital se manifesta na demora em tomar decisões quando são necessárias. As decisões frequentemente envolvem pessoas e seus interesses e, muitas vezes, necessitam de coragem e atitude para serem tomadas. A preguiça, ou o receio de desencadear situações novas, pode levar ao protelamento indevido dessas decisões, com prejuízos para a organização ou para o próprio decisor. A preguiça se vence com determinação, com espírito mantido sempre sensível ao que apontam os controles, ao exercício de vontade de acertar e à não adoção das atitudes passivas e cômodas do status quo.

g) AVAREZA

Este pecado capital pode consistir na negativa de decidir por investimentos necessários à modernização da empresa, ou a urgentes programas de qualidade e/ou segurança no trabalho, ou para cumprir determinações legais. Há também situações em que as empresas ou pessoas preferem resguardar seus ativos financeiros aplicando-os no mercado de capitais, gerando dividendos pequenos mas certos, ao invés de investi-los em oportunidades de negócio. A provável conseqüência da avareza é a estagnação da empresa, levando-a a ser superada pela concorrência.

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