Por um ser humano mais inteligente – Ray Kurzweil – (Fonte: www.hsm.com.br

27/08/2012 at 12:48 PM Deixe um comentário

O futurista Ray Kurzweil aposta em uma breve ampliação da inteligência humana, propiciada pela revolução biotecnológica

 

“Criamos tecnologias para nos tornarmos mais inteligentes”, afirmou Ray Kurzweil, inventor e futurista, em sua palestra no Fórum HSM Novas Fronteiras da Gestão 2012. Para ele, caminhamos a passos largos rumo à ampliação da capacidade humana de processar o mundo, realizando avanços na intersecção entre a biologia e a tecnologia da informação.

Kurzweil esclareceu a Lei da Aceleração das Mudanças, a qual descobriu há 30 anos. Diferentemente do que o pensamento linear consegue imaginar, as mudanças ocorrem de modo exponencial na tecnologia. Enquanto antes da Revolução Industrial a mudança nem era um tema, dado seu passo lento, seu índice, hoje, dobra a cada década.

Para o palestrante, neste século, evoluiremos algo como 20 mil anos, se medidos no ritmo atual. Corroborando seu ponto, reproduziu a fala de um menino de apenas 12 anos que observou a aceleração: “As coisas são tão diferentes de quando eu tinha 8 anos!”. Além disso, podemos pensar que, há três anos, muitos não usavam as redes sociais e, há dez, não usavam a busca da internet.

O cientista ainda meciona que parâmetros como tráfego de dados na internet, largura de banda do backbone, preço-benefício dos serviços wireless de dados e hosts na internet dobram a cada 12 meses. Um exemplo do fator exponencial em tecnologia é o smartphone, 7 bilhões de vezes mais potente do que o computador que o próprio Kurzweil usava quando era estudante, além de 100 mil vezes menor e muito mais barato.

Essa tendência menor-melhor-mais barato é contínua e afeta tudo o que nos importa. “Não se trata apenas do que carregamos no bolso, mas transformará a produção de alimentos, o suprimento de água e a medicina”, projetou durante sua apresentação.

Biotecnologia e engenharia reversa do cérebro

Até recentemente, novas terapêuticas eram descobertas acidentalmente. No entanto, hoje se considera a biologia como um processo de informação no qual os genes são como programas de software, sequências de zeros e uns, que controlam nossa vida.

Com o custo para sequenciar DNA diminuindo cada ano (o primeiro custou algo próximo a US$ 1 milhão, agora custa US$ 10 mil), cresce a probabilidade de se identificar a predisposição genética das pessoas a doenças, de modo que estas sejam “desligadas”, como disse o palestrante. Outro exemplo de avanço é o reforço que terão nossos eritrócitos, nosso exército destruidor de inimigos. Teremos meios, inclusive, de solucionar distúrbios autoimunes.

Para Kurzweil, os dispositivos tecnológicos nos tornam mais inteligentes, pois, por eles, acessamos quase todo o conhecimento humano o tempo todo. “Agora, as pessoas começam a colocar esses dispositivos em seu corpo. Há orgãos computadorizados, como o pâncreas, que atua como se fosse natural”.

Estudamos o cérebro com precisão que duplica ano a ano e estamos aprendendo como o neocórtex (onde ocorre o pensar) é conectado. “Em meu próximo livro, evidencio que temos 300 milhões de reconhecedores de padrões no neocórtex e defendo que podemos expandi-los, já que teremos nanobits no corpo. Por que não 1 bilhão de reconhecedores, ou 1 trilhão?”

Na previsão de Kurzweil, chegaremos a 2029 com computadores tão inteligentes, em quantidade e qualidade, que seremos qualitativamente melhores na ciências e nas artes.

Ensino obsoleto

O cientista mostra-se descrente do modelo de negócio do ensino superior, que não considera sustentável. “Enviar dois filhos à faculdade nos Estados Unidos pode custar US$ 1 milhão, mas a educação online não custa praticamente nada”, salientou. O MIT realizou estudo que evidenciou que a eficácia do ensino a distância é tão boa quanto a do presencial.

Além disso, para o cientista, devemos aprender fazendo e não apenas recebendo informações de um professor, pois o conhecimento criado no passado está disponível em toda parte. Nesse sentido, a impressão 3D é de grande valia, pois permite que alunos de arquitetura, por exemplo, construam casas reais, do projeto à efetiva montagem dos módulos. Se essa realidade pode ser difícil de conceber, que dirá a impressão 3D de alimentos, que Kurzweil anuncia para daqui a 20 anos. “Em 2020, haverá nanômetros, e poderemos imprimir quase tudo”, projetou.

Portal HSM
22/08/2012

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