Como a obesidade pode atrapalhar sua carreira – Texto de Camila Lam (Fonte: www.exame.com.br)

03/02/2012 at 9:52 AM 10 comentários

Segundo pesquisa, 8,2% dos recrutadores evitam contratar candidatos obesos

De acordo com pesquisa realizada no ano passado pelo site de emprego Catho Online, 8,2% dos recrutadores afirmam que evitam contratar candidatos obesos. O dado pode indicar que, dependendo do cargo e da empresa, os “quilinhos a mais” fazem, sim, a diferença.

De acordo com especialistas, não é que os candidatos obesos percam pontos ao serem comparados com outros. Mas, geralmente, os mais esbeltos podem ter chances de se destacar mais. “É como se todos os candidatos estivessem lado a lado em uma fila e os não obesos dessem um passo à frente”, afirma Leandro Muniz, gerente da empresa de recrutamento Michael Page em Curitiba.

Em alguns casos, “o candidato obeso que chega à entrevista ofegante, passando mal, suando, acaba demonstrando uma fraqueza na saúde”, diz Renata Mello, especialista em etiqueta empresarial.

“A saúde está associada a estilo de vida, de hábitos e a maioria dos obesos tem maus hábitos”, afirma com Ricardo De Marchi, médico, presidente da CPH Health e autor do livro “Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho”. A obesidade, muitas vezes, vem atrelada com doenças como pressão alta, colesterol elevado, diabetes e sedentarismo.

E isso pode, muitas vezes, influenciar diretamente na produtividade profissional. Pesquisa realizada nos Estados Unidos aponta que o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) está diretamente ligado à frequência das faltas ao trabalho dos funcionários.
O estudo acompanhou 4.153 funcionários da Shell durante quase dez anos. No período, aconteceram 132,8 ausências no trabalho para cada mil funcionários que apresentavam peso normal; 193,5 faltas para cada mil que estavam acima do peso e 239,7 para cada mil obesos.

“Cuidar da alimentação, ter uma regularidade nos treinos acabam ajudando o profissional a conhecer outras pessoas e pode influenciar positivamente em sua carreira”, afirma Muniz.

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Você já destruiu uma reunião? – Texto de Adriano Silva ( Fonte: www.manualdeingenuidades.com.br) Um dia feito de Vidro 2

10 Comentários Add your own

  • 1. J.C.Cardoso  |  03/02/2012 às 10:10 AM

    Outro dia saiu uma matéria parecida n’O Globo, sobre empresas americanas que punem funcionários fumantes e/ou obesos.
    Realmente, é o fim. Não fumo, não sou obeso, mas cada vez tenho mais nojo dessa ditadura do “politicamente correto”, essa imposição do “bem”, do “bom hábito”.
    Como contraponto, não só falava que suas filiais brasileiras não seguem essa “doutrina”; algumas oferecem programas de saúde, mas nada obrigatório; e também citava a EBX, de Eike Batista, que premiava com ingressos para cinema empregados que perdessem peso. Ótimo. Mas daí a eliminar um candidato porque ele, gordo, não é saudável, é beirar o eugênico “ideal” de “pureza” nazista.
    O politicamente correto é um pensamento hipócrita e autoritário. Hipócrita porque só mascara o problema que se propõe combater. Exemplo: não se fala mais em favela. É “comunidade”. Resolveu o problema do cara? A polícia parou de arrebentar o barraco dele com pé na porta? O traficante deixou de cooptar o filho adolescente para ser aviãozinho? Deixou de ter vala a céu aberto no meio da viela? Não. Mas dá uma “falsa dignidade” “promover” o cara de “favelado” a “morador de comunidade”.
    Autoritário, porque quem é politicamente correto não se contenta só em ser. Ele quer que todo mundo seja “do bem” como ele, obrigando e punindo quem pensa diferente.
    Levando para o lado da filosofia, no linguajar de Locke, ninguém pode ser obrigado a ser feliz ou saudável senão contra sua vontade.
    Ou o Brasil acaba com o politicamente ou o politicamente correto acaba com o Brasil (obrigado, Saint-Hilaire!).

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  • 2. excelenciagrafica  |  03/02/2012 às 11:21 AM

    Eu perdi uma vaga numa empresa americana porque estou com mais de 10% de sobrepeso.
    Não se pode punir uma pessoa gorda simplesmente porque isso é visto como fraqueza. Isso é um quase-nazismo.
    Lidando com pessoas há mais de 20 anos e estando gordo há apenas 9 anos eu posso dizer que essa regra besta vem da falta de critérios mais claros. Conheci magros e gordos incompetentes, vagabundos e de mau caráter, e peso não define isso. Acho que o inventor (a) desasa idéia foi magoado (a) por um gordinho (a) que nunca mais ligou, nem mandou email e bloqueou o facebbok.

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    • 3. J.C.Cardoso  |  03/02/2012 às 12:28 PM

      Martin Niemöller foi um pastor luterano alemão. Preso pelos nazistas, foi mantido em um campo de concentração até o final da guerra. É dele a frase:

      “Primeiro eles vieram buscar os comunistas, e eu não protestei porque eu não era comunista.
      Então, ele vieram buscar os judeus e eu não protestei, porque eu não era judeu.
      Então, eles vieram buscar os sindicalistas e eu não protestei, porque eu não era sindicalista.
      Então, eles vieram buscar os católicos e eu não protestei, porque eu não era católico.
      Então, quando eles vieram me buscar, já não havia ninguém para protestar.”

      Estamos indo nesse caminho. George Orwell e seu “1984” está mais vivo do que nunca. Afinal, “O Grande Irmão zela por ti”…

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    • 4. Katia Robertis  |  14/02/2012 às 8:56 AM

      Oi, Sou a Kátia de Robertis e fiz pós com vc no SENAI. É irônico uma empresa Americana rejeitar pessoas 10% acima do peso já que eles são considerados atualmente o povo mais a cima do peso da face da terra. E não é pouco não! Quase 50% dos Americanos estão perto da obesidade mórbida! De qq forma, espero que numa próxima oportunidade vc tenha mais sorte com o responsável pela vaga (espero que ele seja responsável mesmo!). Gde Abraço.

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  • 5. cosme  |  03/02/2012 às 12:20 PM

    Em alguns casos essas obesidade atrapalha o desempenho do funcionário, as empresas poderia ter um programa de conscientização alimentar pra seus colaboradores, com nutricionistas e prática de exercício para melhorar o desempenho e a saúde.
    Discriminar a pessoa por ela ser obesa pode ser até considerado como crime, o que as empresas podem fazer é instruir seus colaboradores, dar todo o suporte pra que eles sejam mais saudáveis, questão de saúde pública, deveria ter uma campanha pra mostrar o que a obesidade ocasiona e como reduzindo a obesidade quais seria os benefícios.
    Sendo acompanhado por profissionais regularmente.
    Muitos pensam na obesidade só na parte estética mas é uma questão muito mais complexa.
    Eu mesmo perdi 6 quilos, vi uma melhora enorme em tudo, disposição, sono, fisicamente faz muita diferença.
    È um benefício que todas as empresas poderia ter, pensando nos seus colaboradores, o custo investido nesse programa seria recompensado com a melhoria da produtividade ou falta do funcionário por problemas de saúde.
    Essa é minha opinião.

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    • 6. J.C.Cardoso  |  03/02/2012 às 1:29 PM

      O programa da empresa do Eike era incentivar (ingressos para cinema, etc), mas se o cara não quiser perder peso, não quiser fazer exercício, isso é problema unicamente dele.
      O absurdo é “limar” o candidato por pressupor que, gordo, ele não vai cumprir a tarefa.
      Com relação a questão de saúde pública, isso não é mais que obrigação do Estado disponibilizar Saúde a seus cidadãos. Gasta com obesos e com fumantes? Não faz mais que sua obrigação de Estado. Para isso apagamos impostos. Patrulhar o fumo e a obesidade por pressupor “gasto” é tacanho e mesquinho. É como proibir carros e motos na rua para evitar atropelamentos.

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  • 7. J.C.Cardoso  |  03/02/2012 às 1:40 PM

    Errata. No primeiro comentário, onde se lê “ninguém pode ser obrigado a ser feliz ou saudável senão contra sua vontade”, leia-se “senão PELA sua vontade”.
    No último, “para isso PAGAMOS (e não “apagamos”, como saiu) impostos.

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  • 8. J.C.Cardoso  |  03/02/2012 às 2:00 PM

    Em tempo: quem V. contrataria para administrar sua empresa; o Ricardo Amaral ou o Celso Pitta?

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  • 9. Consuelo Martin  |  13/02/2012 às 12:22 PM

    Parece que o ser humano agora só vale o que aparenta ser….

    Tenho um filho especial, estou vivenciando uma luta árdua com inclusão escolar.As escolas não podem me atender porque meu filho não faz parte do perfil discente.

    Agora o pior foi nossa última internação hospitalar esta semana quando cheguei a ouvir do médico do hospital, quando explicava porque não tinham fralda, sonda, compressa e até Pedyalite sem corante para o meu filho: “seu filho está fora do padrão do hospital”.

    Ora, os hospitais não tem material pra mim porque estou fora do padrão.

    PADRÃO? FORMA? MOLDE?

    … Desde quando os seres humanos foram equipararados ao lanche do Mc Donands?

    Infelizmente nem todo mundo pode ser saudável e magro. Em que época estamos? Vamos retroceder? Vamos voltar ao vale dos leprosos ou as câmaras de gás?

    Gente, eu sou diferente, seja vc também original e diferente e respeite as diferenças, afinal, Tudo bem ser diferente!!!!

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  • 10. J.C.Cardoso  |  13/02/2012 às 2:48 PM

    Oi, Consuêlo.
    De fato, é um absurdo o argumento ali apresentado que o gordo não tem bons hábitos. E, em nome da saúde, deve ser “limado”.
    Primeiro que nem todos os gordos têm maus hábitos alimentares: há os que engordam por problema hormonal, na tireoide ou até mesmo os casos (psiquiátricos, algumas vezes) de comedores compulsivos.
    E, ainda que seja somente por “maus hábitos”, isso é problema unicamente do cara. Nada tem a haver com sua performance profissional.
    Mesmo o “ser magro” não é também, necessariamente, sinônimo de saúde.

    Resposta

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