Você já destruiu uma reunião? – Texto de Adriano Silva ( Fonte: www.manualdeingenuidades.com.br)

02/02/2012 at 9:34 AM 2 comentários

“Ele acabou de entrar numa reunião e não tem hora para sair”

Eu adoro destruir reuniões. Esta semana mesmo destruí uma. Você já tentou? É bom para você. E um bem que você faz para o mundo.

Funciona assim: reuniões fazem parte da vida da gente, são ferramentas importantes na engrenagem corporativa. Especialmente quando são enxutas e produzem ou encaminham decisões. Destruir uma reunião significa adiantar as respostas, antecipar as soluções, acender a luz de verdade no recinto, tornar tudo o que viria a seguir inútil porque você já resolveu o problema que todos ali haviam vindo resolver. Destruir uma reunião é condensar em dez minutos matadores o que poderia durar duas horas de conversa. Destruir uma reunião é economizar o seu tempo e o tempo dos outros. Ou melhor: permitir que todos passem a investir tempo de divagação e debate na implementação de ações. Destruir uma reunião é passar mais rapidamente do discurso à prática, do imobilismo para a movimentação, da confusão para a clareza, da discórdia para o consenso, das palavras para os gestos efetivos. Não é fácil. E não é sempre que dá para fazer. Mas quando acontece é lindo.

O anti-herói nessa história é o cara que adora reunião. Gosta tanto que prefere as improdutivas, porque duram mais. E contribui como pode para que seja assim. Esse é o criador de reuniões. O cara que gosta tanto dos problemas que se não houver um, ele o cria. Só para ter o gosto de tirar um monte de gente de suas rotinas e enfurná-las numa sala por horas a fio. Você conhece esse tipo: exatamente por não ter o que dizer, monopoliza a palavra. Ele não está no negócio de encontrar soluções – ele está no negócio de ouvir a própria voz. Quanto mais tempo ele ficar ali dentro, ensaboando, dourando, mastigando, tergiversando, menos tempo ele terá que empenhar lá fora, trabalhando de verdade. No fundo, o criador de reuniões quer palco e plateia cativa para o seu blábláblá – ele não é definitivamente do tipo que pega o fuzil e bota o próprio coturno na lama para liderar a próxima blitzbrieg sobre os adversários. Às vezes eu acho que o verdadeiro adversário é ele

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2 Comentários Add your own

  • 1. SL  |  02/02/2012 às 11:33 AM

    Ótimo texto!
    Não há nada pior em um dia de trabalho do que uma reunião improdutiva, perder tempo ou até horas que não resultam em nada. Nem sempre aparecem os destruidores, mas o criador de assuntos para reunião sempre está lá!

    Responder
  • 2. excelenciagrafica  |  02/02/2012 às 3:28 PM

    Hahaha, essa eu não ia perder de comentar.
    Na antiga casa, certa vez ouvi do chefe que ele detestava a minha mania de fazer essas coisas.
    Abs!

    Responder

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