Viva o TCC – Texto de Marcelo Nakagawa (Fonte: www.brasileconomico.com.br)

25/01/2012 at 10:09 AM 2 comentários

Não há como escapar. Alguns têm medo. Outros ignoram até o último momento. Mas os melhores entram cedo no TCC. Se você já passou pelo curso de graduação e até mesmo pela pós-graduação, vai se lembrar dos seus dilemas com o seu trabalho de conclusão de curso. Mas o que aconteceu com o seu TCC?

Bom, poucos ganham prêmios. Parabéns! Outros ajudam a resolver algum problema específico. Ótimo! Mas alguns foram mais longe. Pense, por exemplo, em um desafio que já se tornou trivial: fazer uma pesquisa na internet para comprar um tênis e recebê-lo em casa.

Vamos pensar em um TCC sobre a entrega em casa. Imagine um chefe chinês muito bravo, cruzando a linha de produção da fábrica aos berros (em chinês), que entra gritando (em chinês) na sala de outro chinês, que quase se esconde atrás da sua mesa.
Trêmulo, este outro chinês só balbucia: f…f…f…eress. O chinês bravo se acalma, balança afirmativamente e sai tranquilo da sala. Mesmo que não saiba nada de chinês, entenderia este comercial.

Em 1965, Fred Smith tinha só 21 anos quando escreveu sua monografia. Uniu suas paixões pela aviação e automação e propôs um negócio de entregas expressas fortemente baseado em logística aérea e automação de processos.

Seu professor não gostou muito da ideia, alegando que o negócio atuaria em um setor saturado e já consolidado e Smith passou raspando com uma nota C. Poucos anos depois, insistiu no seu projeto e fundou a Fedex.

Agora o TCC do tênis. Imagine uma mulher praticando corrida em uma estrada qualquer e uma voz inspiradora narrando: “você não precisa ficar na frente do espelho antes da corrida, pensando no que a estrada achará de você.

“Não precisa ouvir suas piadas e fingir que são engraçadas. Não precisa se sentir atraente para correr mais. A estrada não repara se você está de batom. E nem se preocupa com a sua idade.

“Você não precisa se sentir desconfortável só porque ganha mais dinheiro do que ela. E poderá visitar a estrada sempre que quiser. Mesmo que seja após um dia ou algumas horas desde o seu último encontro. A única coisa que a estrada quer é que você a visite de vez em quando”.

Se você sabe do que as mulheres gostam, já tem em mente o nome da empresa deste comercial, que remete a deusa grega da vitória. Mas em 1962, Phil Knight não pensava nisso.

Ele só se preocupava com o TCC para finalizar seu MBA na Universidade de Stanford. Tinha 24 anos e era apaixonado por esportes, assim, teve a ideia de escrever sobre a criação de um negócio de calçados esportivos. Dois anos depois, co-fundou a empresa que se tornaria a Nike.

E, por fim, tem o TCC sobre a pesquisa na internet. Neste caso, você digita comprar tênis, clica em “estou com sorte” e pronto. Mas em 1995, Larry Page não queria comprar um tênis.

Estava com 22 anos e um grande problema: não tinha uma questão de pesquisa para sua tese de doutorado em Ciências da Computação na Universidade de Stanford. Pensou em estudar as propriedades matemáticas da web, entendendo a estrutura de links como um grande gráfico de relações e seu orientador, Terry Winograd rapidamente o apoiou nisso. Três anos depois, Page co-fundava o Google.

Visto desta forma, o TCC é a melhor oportunidade que você tem para construir o seu futuro ainda na faculdade. Viva o TCC e dê vida a ele!

Marcelo Nakagawa é consultor e professor de empreendedorismo e inovação

(Nota do Blogueiro: Obrigado Jonathan pela informação)

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2 Comentários Add your own

  • 1. J.C.Cardoso  |  25/01/2012 às 10:33 AM

    Oi, Botana.
    Sei que a pesquisa na internet citada no caso é analogia, mas acho que pode remeter a uma pesquisa acadêmica na internet.
    Tive muito cuidado quando fiz meu TCC para a Pós do Senai e, como jornalista, tenho também muito cuidado, ao buscar uma fonte na internet.
    Como qualquer um posta qualquer bosta (a rima foi inevitável) na internet, acaba sendo uma faca de dois gumes. O lado bom foi a democratização do saber: pessoas que jamais editariam um livro ou um jornal podem compartilhar seu conhecimento em um blog, um site, um fotolog ou até uma newsletter; o lado ruim é muitas vezes (muitas mesmo) qualquer um escreve qualquer coisa sem pé nem cabeça (por falta de conhecimento ou até mesmo má-fé) sobre qualquer assunto e, uma vez publicado, aquilo toma ares de “Verdade – com “Vê” maiúsculo – verdadeira”.
    Quantas vezes V. já não deve ter se deparado com pessoas que não dominam plenamente a internet dizer “Mas eu vi na internet”.
    A própria Wikipedia, criada com uma causa nobre (a de qualquer um poder criar verbetes ou corrigi-los) dá margem a algum inescrupuloso ou ingênuo corrigir o texto de terceiros… para errado. Parece-me que na Wikipedia há uma banca que checa as informações alteradas antes de autorizar sua publicação.
    Portanto, uma (boa) pesquisa na internet merece ser feita com olho crítico. E, nesse caso, o “Sinto-me com sorte” do Google, de longe não é a melhor “ajuda”.
    Por exemplo, se V. faz uma pesquisa sobre cédulas brasileiras antigas, nada melhor que pedir para o Google rastrear nos sites da Casa da Moeda (naqueles termos na caixa de busca: “Cédulas antigas” site:.casadamoeda.com.br), do Banco Central (“Cédulas antigas” site:.bcb.gov.br) ou até do Banco do Brasil (“Cédulas antigas” site:.bb.com.br).
    Certamente, será uma pesquisa bem mais apurada (e confiável) do que simplesmente jogar na caixa de busca “no tiro”: “Cédulas antigas”.
    Com relação à Wikipedia, sugiro (por experiência própria), no caso de se gostar de algum texto sobre o verbete e, em havendo citação no “rodapé”, procurar na internet pela obra citada; e, nela, pelo trecho desejado.
    Eu, quando fiz meu TCC, ao menos, usei assim.
    Outra coisa boa na Wikipedia é o banco de imagens, que costumam ser CC (livre de direitos, menos para peças publicitárias e desde que citada a fonte); costumam também vir, abaixo da imagem, as restrições existentes sobre a obra fotográfica. É como fazemos aqui no Monitor Mercantil.
    Não sendo por esses critérios, esqueça-a como “Verdade Verdadeira”.
    Ademais, não sei também se uma banca avaliadora (e aí, V., certamente, poderá dizer melhor do que eu) aceitaria uma bibliografia somente de internet (ainda mais de Wikipedia…), como acontecia quando usávamos somente de livros e revistas.
    Achos que são casos a se pensar e ponderar.
    Bom… é isso. E bom feriado aí em SP.

    Resposta
  • 2. J.C.Cardoso  |  25/01/2012 às 11:49 AM

    Errata (de digitação): Onde-se lê “na Wikipedia há uma banca que checa as informações…”, leia-se: “”na Wikipedia em inglês há uma banca que checa as informações…”

    E, no final, obviamente, em “Achos que são casos”… “Acho que são casos”.

    Resposta

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