“As empresas são cada vez mais responsáveis pela formação de talentos” – Trecho da Entrevista de Ram Charan para a Revista HSM Management (Edição 81)

04/01/2012 at 10:47 AM Deixe um comentário

Sua tese é de que não temos talentos suficientes para dar conta desse novo poder?

Exato. Especialmente os países de poder emergente precisam identificar os talentos que existem na sociedade, como diamantes brutos, e desenvolvê-los. Proponho para isso minha regra dos 70-20-10, que significa 70% da experiência de desenvolvimento dos funcionários deve ser destinada à preparação on-the-job [no trabalho], 20% em sala de aula ou equivalente, e 10% cabem ao próprio profissional, que deve encontrar seu modo de acelerar o aprendizado. Isso é uma mudança de mentalidade significativa. Nos últimos cem anos, as empresas se dedicaram muito a aperfeiçoar seus sistemas de relatórios e suas análises financeiras, mas não investiram tempo e energia suficientes nos sistemas de pessoas. Aí se chegou à conclusão de que é melhor gastar mais tempo com as pessoas, porque são elas que entregam números, do que com números, que não entregam pessoas, e as organizações precisam adotar o novo paradigma.

Mas isso não é muito caro para empresas das quais se espera uma eficiência de custos cada vez maior?

Os 70% de desenvolvimento on-the-job de cada profissional não requerem tanto dinheiro assim. Na verdade, o investimento fica perto de zero, porque demanda apenas o comprometimento de pessoas que treinam as outras pessoas, e o tempo ganho lá na frente compensa facilmente o tempo despendido. São os 20% de desenvolvimento em sala de aula que saem mais caro, além de oferecerem maior risco: afinal, os 20% não serão eficazes, nem suficientes, se os 70% de custos mais baixos não produzirem bons resultados. Daí que a lógica operacional das empresas precisa ser mudada. Os programas de trainees, feedback, coaching, seleção, avaliação etc. são extremamente importantes, cada vez mais. É onde se faz a diferença. As empresas têm de se tornar mestres em talento, capazes de identificar talentos brutos na escola, trazê-los para a empresa e fazê-los praticar, praticar, praticar.

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Entry filed under: Gestão.

O futuro não tão distante da gestão empresarial – Gary Hamel (Fonte: hsm.com.br) Lição de Ética: exemplo de 42 anos atrás – Texto de César Souza (Fonte: www.exame.com.br)

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