Professor como organizador do conhecimento – Conrado Schloschauer (Fonte: hsm.com.br)

04/11/2011 at 8:54 AM Deixe um comentário

O emprego de novas tecnologias por universidades, escolas e até empresas na educação tem sido cada vez mais frequente. O advento da mobilidade, em compasso com a internet, aproximou tutores e professores de alunos e aprendizes, facilitando a comunicação ao mesmo tempo em que trouxe a necessidade de maior categorização do conhecimento.

Conrado Schloschauer, sócio-diretor do Lab SSJ, afirma que as novas plataformas de mobile learning e ensino interativo na verdade são novos meios e que a grande inovação na área educacional é o conhecimento coletivo. Schlochauer defende o papel do professor não como detentor, mas como organizador do conhecimento nessa nova realidade.

A despeito das novas ferramentas à disposição, Schloschauer afirma que em muitos casos o que ocorre é a mera migração de “vícios do ensino tradicional” para novas mídias. O especialista afirma que uma das grandes inovações é o emprego do vídeo na didática, mas alerta para o uso correto das novas mídias. O vídeo democratiza o acesso ao conhecimento e facilita sua propagação, mas deve ser usado com sabedoria.

Auto-direcionamento

“Cerca de 80% do aprendizado é auto-dirigido, de modo informal”, explica Schloschauer. Mentores, tutores e curadores do conhecimento na atualidade têm de dar ao aprendiz e ao aluno espaço para buscar informação por conta própria, servindo mais como um guia do que propriamente como capataz.

Visionários no início do século XX já compreendiam o processo educacional como algo inerente à própria natureza humana. Schloschauer cita o educador americano Eduard Lindeman, que em 1926 já estabelecia o processo educacional como algo que hoje começamos a ver na realidade.

Lindeman partia de algumas premissas para entender o processo de aprendizado, principalmente em adultos:

Adultos são motivados a aprender à medida que suas necessidades de experiência e interesses são satisfeitos pelo ensino;

• O aprendizado em adultos é centrado na vida;

• A experiência é a fonte mais rica de conhecimento para adultos;

• Adultos têm grande necessidade de auto-orientação;

• Diferenças individuais se potencializam com o avanço da idade.

Nesse sentido, o emprego de plataformas em vídeo, áudio, internet e mesmo mobile pode favorecer o aprendizado, embora Schloschaeur admita que muito do material hoje disponível nessas mídias na verdade mantém vícios do ensino tradicional, o que muitas vezes torna o conteúdo maçante e repetitivo. O ideal, aponta ele, é tratar cada mídia segundo sua particularidade e potencialidade.

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