O desafio de construir o futuro dos Jovens – Texto de Sidnei Oliveira (Fonte: www.exame.com.br)

10/08/2011 at 10:19 AM 1 comentário

Vivemos tempos de mudanças…

Esta afirmação, feita pela primeira vez há mais de 3 mil anos por filósofos gregos que começavam a refletir sobre os efeitos das escolhas sobre o futuro das gerações, nunca pareceu tão atual como nos dias de hoje.

As transformações que observamos em nosso cotidiano, extrapolam os avanços tecnológicos e científicos, e alcançam o comportamento das gerações mais jovens, alterando completamente suas atitudes e escolhas. Fatores históricos contribuem para esta nova realidade.

Estamos vivendo, pela primeira vez em nossa história, a realidade de termos 4 gerações interagindo, interferindo e simultaneamente, atuando no mercado de trabalho. Isto tem criado alguns cenários novos e turbulentos, principalmente nas empresas.

Profissionais mais experientes estão adiando seus planos de aposentadoria, por sentirem-se produtivos e considerarem que ainda podem contribuir muito em suas atividades. Contudo, estes mesmos profissionais, sentem-se ameaçados pela redução de suas energias e pela falta de uma qualificação mais atualizada, principalmente com relação aos modernos recursos tecnológicos, cada vez mais exigidos.

Na outra extremidade deste cenário, encontram-se jovens cada vez mais habilitados, com diversas certificações e títulos, com uma intimidade total com novas tecnologias, e literalmente aflitos por receberem desafios para as suas qualificações.

Entretanto, os jovens de hoje, conhecidos como Geração Y, sabem que não possuem experiências suficientes para os grandes desafios e, mesmo possuindo uma dose de ousadia muito superior do que nas as gerações anteriores, relutam em focar suas expectativas em projetos tradicionais, onde os desafios já são conhecidos e estão superados.

Muitas questões surgem quando se analisa o jovem da geração Y, contudo é necessário entender que este jovem usa outras ferramentas para interagir com o mundo. As principais são:

A CONECTIVIDADE – onde o jovem identifica conexões entre situações complexas e ambíguas sem relação óbvia, além de desenvolver grande intimidade com novas tecnologias e com as ferramentas de conexões, utilizando-as amplamente com instrumentos de produtividade pessoal.

A COLABORAÇÃO – quando o jovem constrói alianças estratégicas e networks, onde busca alcançar benefícios mútuos, que promovem seus objetivos e seus sonhos.

A INOVAÇÃO – o jovem apresenta sempre seus questionamentos, com isso busca contestar abertamente o “status quo” de forma contributiva, apontando oportunidades específicas de mudanças, criando sempre, uma ambiente propício ao aprendizado individual e coletivo.

O RESULTADO – este jovem tem foco em resultados desde que aprendeu a avaliar seu desempenho nos jogos de vídeo-game, por isso persegue seus objetivos com energia e persistência e define altos níveis de performance individuais, superando obstáculos e incertezas.

A INTEGRIDADE – ele valoriza a transparência e a coerência em suas atitudes e expõe suas ideias e opiniões abertamente, sem preocupações com percepções diferentes, agindo com honestidade em relação aos próprios sentimentos.

O RECONHECIMENTO – Considera o feedback como principal instrumento pessoal de alinhamento de performance e de resultados e busca novos desafios como forma de desenvolvimento pessoal.

A geração Y é inegavelmente mais questionadora e impaciente, além de ser muito mais qualificada e informada, isto faz com que este jovem seja, muitas vezes, visto como arrogante e sem foco.

Esta percepção é possível e em alguns casos, até correta, portanto cabe as demais gerações, usar a experiência adquirida, para ajudá-los a dar significados a todos estes comportamentos, pois eles servirão de base para o futuro que começa a ser construído hoje.

Sidnei Oliveira é expert em conflito de gerações e redes sociais. Consultor e palestrante da Emprenda, escreveu “Geração Y: o nascimento de uma nova geração de líderes”.
blogdomanagement@empreenda.net

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1 Comentário Add your own

  • 1. Robson Xavier de Carvalho  |  20/08/2011 às 1:48 AM

    Botana, vejo muitos Y desfocados sim, nem sempre eles entendem que nem tudo na vida profissional é imediatismo. Sobre meus amigos tecnólogos gráficos, eu diria que existem muitos campos onde aplicar o conhecimento adquirido, mas pouca disposição para buscar as oportunidades. Percebo uma necessidade de que alguém carregue pela mão e diga onde devem caminhar, ao mesmo tempo vejo a falta de iniciativa e de comprometimento. Em casa podem ter tido mimos, mas no mercado não. Vejo uma cultura de nivelação por baixo. Com exceção dos assuntos ligado à informática, eu realmente não vejo esse monte de qualidades que se atribuem aos Y.
    E aqui eu reproduzo uma frase que ouvimos dias desses num TCC: – Eu nem me preocupei com essa parte financeira porque não sou capitalista, tá ligado.-
    E dá-lhe Y!

    Responder

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