Base da pirâmide: o novo perfil do consumidor brasileiro (Fonte: www.hsm.com.br)

08/06/2011 at 12:06 PM 1 comentário

O perfil do consumidor brasileiro mudou e com ele também mudaram as estratégias das empresas, que começaram a enxergar oportunidades no direcionamento de produtos e serviços para os clientes da base da pirâmide. De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 29 milhões de pessoas ingressaram na classe C (renda familiar bruta de R$ 1.126 a R$ 4.854) entre 2003 e 2009.

O levantamento representa um crescimento de 34,3% e o país contava em 2009 com cerca de 95 milhões de habitantes nessa faixa de renda, em uma população total de 190,7 milhões (Censo 2010). Esses dados mostram como mais pessoas passaram a ter mais poder de consumo. Mas como falar com esse público e principalmente agradá-lo? É preciso foco e estar atento às necessidades dessas pessoas.

Vários segmentos já estão presentes em comunidades, principalmente depois da pacificação no Rio de Janeiro, por exemplo. Isso também já virou tendência em outras regiões do país. São bancos, seguradoras, prestadoras de serviços de tv a cabo e internet e lojas de varejo que resolveram se aproximar das classes C, D e E. Grande marcas também se aproximam em forma de patrocínio de atividades esportivas, por exemplo. Além de aumentar o reconhecimento de seus produtos, as empresas mostram que estão preparadas e dispostas a oferecer qualidade no atendimento.

Além de se aproximar do público que mais consome hoje em dia no país, as empresas ainda colaboram com uma questão bastante importante: criar oportunidades de trabalho nessas localidades. O ciclo se completa de forma que todos ganham. Com mais emprego há mais renda e com mais renda há mais consumo, não é mesmo?

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Viva a metade cheia do copo! – Texto de Adriano Silva (Fonte: www.exame.com.br) Gestão de Recursos 2 – Prova de Recuperação – 2º Semestral

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  • 1. J.C.Cardoso  |  08/06/2011 às 1:09 PM

    Nada contra o pobre (os politicamente corretos que me perdoem…) consumir. Aliás, nada contra ninguém consumir. O problema é esse consumo exacerbado e muitas vezes desnecessário que o próprio governo (ainda mais este, que se propõe “de esquerda”…) vem estimulando, “nunca antes nunca história deste país”.
    Ademais, para se fomentar esse boom, há, primeiro, que se criar uma estrutura que ainda parece não ter sido preparada: de que adianta estimular o compra-compra-compra de eletroeltrônicos, geladeiras e ares-condicionados se nosso ONS já deu dois apagões de aviso que não está mais suportando? Ainda que haja o discurso de que é importante a troca dos aparelhos, porque os novos consumam menos, existe outra questão – o que fazer com as geladeiras e ares-condicionados usados? E, mesmo em gastando menos, nosso ONS irá suportar milhares, milhões de TVs, geladeiras, condicionadores, micro-ondas, lavadoras e roupa e de louça, secadoras e muitos, muitos outros… ligados ao mesmo tempo?
    Com relação aos automóveis: não há vias para escoar tantos veículos, por mais que se estimule o compra-compra-compra – vocês em SP vivenciam mega-engarrafamentos, mesmo com todas as soluções já tomadas (rodízio de veículos e uma vasta malha metroviária, diferentemente da nossa aqui, bem aquém). Do lado de cá, o Rio de Janeiro tende a seguir o mesmo caminho em progressão geométrica, enquanto as soluções (ou, minimamente, as propostas), aparecem em progressão aritmética.
    A estrada que tem o maior fluxo de veículos do país e que liga as duas maiores cidades brasileiras (vocês e nós) tem um trecho de cerca de 8km (a descida das Araras, em Piraí, aqui no Estado do Rio) cuja velocidade máxima é 40 km/h (a mesma que de uma rua vicinal de bairro residencial), não tem acostamento (nem o “direito” de furar um pneu o motorista tem), semanalmente é cenário de acidente de caminhões (nos meus quase 2 anos de ida ao Senai-SP, presenciei vários engarrafamentos, por conta de interdições em função de queda de carretas) e conta mais de 80 anos de existência: para quem não sabe, o trecho em questão é um dos poucos pedaços que a Via Dutra herdou da Antiga Estrada Rio-São Paulo.
    Dá para estimular compra-compra-compra de veículos com um cenário desses?
    Num país como o nosso, o transporte coletivo (tanto urbano como interestadual) deveria ser incentivado, não só com a ideia (que já houve aqui no Rio) de se propor a carona solidária (ou algo assim), mas, por exemplo, com a expansão da malha metroviária em nível urbano (no Rio, o metrô não passa nem na rodoviária, nem nas barcas da Praça 15, nem no cais do porto, nem em um dos dois aeroportos… o máximo que se pode falar em “ integração modal” é a rede de trens urbanos com o metrô. Só.) ou a volta do trem regular entre as grande cidades, como opção ao ônibus e ao avião.

    Há ainda uma terceira questão nesse estímulo de consumo: a chamada “bolha de crédito”. Neste mês, o governo, através do BC, já baixou novas normas para os cartões, sob o nome de “consumo consciente”. Isso é mau sinal: alguma coisa na “bolha” já dá sinais de estouro a, no mínimo, médio prazo. Por isso, as medidas para regular o mercado. Porque, no momento em que essa “bolha” do compra-compra-compra estourar, o país quebra, “punindo” a todos (consumistas ou não) e surge a recessão, exatamente o oposto que ninguém quer.

    Foi criado um estímulo, mas sem estrutura por trás: vias, ONS, sem falar no binômio saúde-educação, muito mais questão de cidadania do que a TV de plasma na sala do barraco.

    Isso mostra que tanto o consumo desenfreado e o “ninguém-compra” não é o melhor para país nenhum. Enquanto isso, educação, saúde, saneamento e alimentos deixar a desejar a vida de milhares de brasileiros. De que adianta a troca de geladeira a cada ano, se o livro da escola ensina que é certo falar “Nós pega o peixe”? Sem falar no SUS, nos bolsões de miséria; nas aposentadorias do INSS cada vez mais achatadas, nos soldos de R$ 950 (não errei zeros, não) dos bombeiros fluminenses…

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