Viva a metade cheia do copo! – Texto de Adriano Silva (Fonte: www.exame.com.br)

07/06/2011 at 9:38 AM Deixe um comentário


A vida é boa, gente. A questão é conseguirmos manter dentro de nós mesmos um frescor equivalente àquele com que a vida ao redor nos brinda.

Você sente medo de vez em quando? Ondas de cagaço, de paúra, de insegurança – ao olhar para o futuro, ao olhar em volta, ao olhar para você mesmo? Sente o coração apertar, a mente pesar, as mãos ficarem frias? Eu também.

Poderia declarar que isso é simplesmente humano – embora nenhum humano goste de admiti-lo, nem em público nem para si mesmo. Poderia alegar que medo é só a velha ansiedade em ação. Também poderia dizer que o medo é um amigo (desde que você não se deixe paralisar por ele), uma sensação que tem o poder de livrar a sua cara de muitas frias. Mas não é sobre nada disso que quero falar.

Eis o tenho a dizer: sentir medo, meu amigo e minha amiga ingênuos, antes que tudo, não é vergonha para ninguém. Só pode ser corajoso quem sente medo. Sem medo não existe coragem. Assim como não existe glória sem adversidade. Assim como não existe superação sem obstáculo. Por favor, não alimente os seus medos. Mas também não tenha medo de senti-los. O medo é um convite a que você cresça, avance, pule da cama ou do sofá com sangue no olho e beba a vida como ela gosta de ser bebida – como um copo perfeito da bebida que você mais gosta.

Neste momento, estou diante de outro recomeço em minha vida. De mais uma troca de pele. Um momento bem propício a que os medos – os velhos e os novos – aflorem. Um momento de inevitável ansiedade. Em que as dúvidas e o sentimento de instabilidade aparecem com mais força. E em que também as certezas – as velhas e as novas – voltam a piscar no radar, dizendo a você “ei, eu sou a sua verdade, você sabe disso, então me assume de uma vez, pô”.

Desta vez eu resolvi fazer valer os meus 40 anos. Vou lidar com tudo isso de outro modo. É que até certo ponto você pode, sim, escolher como reagir diante das situações. Um novo começo é também motivo de muita alegria, de frescor, de leveza. Quem nunca sentiu aquela enorme sensação de alívio ao deixar um emprego ou um casamento – mesmo como todas as mortalhas que eventos assim empurram para cima da gente? Um novo começo é também um momento de esperança, de pegar um cardápio novinho em folha para escolher qual será a próxima refeição. Essa riqueza de possibilidades e de oportunidades é uma brisa gostosa lambendo os cabelos da gente.

Então a vida é boa, gente. A questão é conseguirmos manter dentro de nós mesmos, internamente, um frescor equivalente àquele com que a vida ao redor nos brinda. A questão é não envelhecermos antes do próprio ambiente que nos cerca. Não é difícil. Mas é preciso querer que seja assim. E é preciso romper com a ideia de que o sofrimento é a única saída, é destino certo. Não é. Não precisa ser.

Adriano Silva: Jornalista e publisher do Gizmodo Brasil. Ele escreve sobre perplexidades, descobertas e insights que acontecem todo dia no mundo do trabalho — e fora dele também. adriano@gizmodo.com.br

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