Trabalhar enobrece, demais mata – Texto de Mario Eugenio Saturno

03/05/2011 at 8:55 AM 1 comentário

Diz o velho ditado que o trabalho enobrece o homem. Porém, os viciados em trabalho vão ficar decepcionados com uma pesquisa que foi divulgada há poucos dias. E não custa lembrar que trabalhar, mais que um dever, é um direito do ser humano ter uma atividade produtiva digna e receber justamente por isso de forma a assegurar seu sustento e de sua família.

É um direito reconhecido pela ONU, conforme podemos encontrar na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 23, que diz: “Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha do emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. Todo ser humano, que trabalha, tem direito a uma remuneração justa e satisfatória…

Sabemos que esses direitos não são cumpridos e há muita exploração do ser humano. E uma pesquisa da University College London está relacionando trabalhar demais com problemas do coração. Não está claro se o tempo excessivo de trabalho é causa ou indicador, mas ficou demonstrado que pessoas que trabalhavam 11 horas ou mais por dia mostraram muito mais chances de desenvolver problemas cardíacos do que aquelas que trabalhavam sete ou oito horas por dia, no período de 12 anos da pes
O estudo iniciou-se na década de 1990, e abrangeu 7.095 adultos entre 39 e 62 anos, sendo 2.109 mulheres. Tinha como objetivo coletar informações para classificar o risco de cada um para a doença arterial coronariana. Cerca de 10% relataram trabalhar por longas horas. Durante os mais de 12 anos de acompanhamento, 29 participantes morreram de doenças cardíacas e 163 sofreram infartos não fatais.

Assim, os pesquisadores britânicos mostraram que os que trabalhavam mais de 11 horas tinham 67% mais chances de ter um infarto (fatal ou não) do que os que trabalham até oito horas por dia. Já aqueles que trabalhavam de 10 a 11 mais horas mostraram um risco menor, 45%. Bem, não tão menor…

Nessa pesquisa, fica sugerido ao se avaliar o risco de doenças cardíacas para um paciente, que os médicos considerem além de fatores como idade, sexo, colesterol, pressão sanguínea e tabagismo, também a quantidade de horas de trabalho.

É claro que essa pesquisa é apenas um ponto de partida para entender melhor o problema. A pesquisa precisa demonstrar o efeito da dieta dos pacientes, atividade física e histórico familiar, etnia e, mais importante, o tipo de trabalho, principalmente porque quem trabalha no campo, trabalha muito e tende a viver mais.

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor do Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva e congregado mariano. (mariosaturno@uol.com.br)
Obrigado JC pela contribuição!!!

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1 Comentário Add your own

  • 1. J.C.Cardoso  |  03/05/2011 às 10:17 AM

    Se trabalho mata, morro feliz…

    Responder

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