Estrutura horizontal, sonho ou realidade? – Texto de Marcos Perez

18/04/2011 at 9:12 AM 2 comentários

Hierarquia faz parte do mundo corporativo e a falta dela afeta diretamente a rotina de trabalho. Porém, muitas empresas têm apostado em um novo formato de recursos humanos, diferente do convencional, que segue um organograma vertical.

Ao contrário deste, baseado em uma hierarquia larga, com vários diretores, gerentes e subgerentes, a estrutura horizontal busca simplificar as relações internas, diminuindo as barreiras entre a alta direção e o restante da equipe.
A grande dúvida que paira entre os gestores é se realmente as empresas estão preparadas para este novo modelo, que garante mais liberdade aos colaboradores.
Um dos principais diferenciais de uma empresa horizontal é o fato de as relações hierárquicas serem mais amenas: o cargo mais baixo na hierarquia não está numa posição abaixo dos outros (o que pode ser avaliado como menos importante), mas ao lado dos demais.
Essa eliminação de camadas intermediárias de gerência aproxima o principal executivo dos subordinados.
Além disso, várias pessoas passam a responder para um único representante – normalmente o presidente. A estrutura horizontal mescla a centralização e a descentralização de suas operações, pois as decisões deixam de vir de cima e passam a ser delegadas.
Por um lado há o diretor executivo conectado diretamente com os níveis mais baixos na organização, em uma forma de centralização; por outro, a autoridade para tomada de decisões está sendo delegada para os níveis mais baixos, descentralizando.
O trabalho em uma empresa com recursos humanos horizontais é um desafio diário, pois o perfil do profissional indicado para atuar nessas companhias precisa acumular características de líder e gerente, ter foco, clareza e entender que o negócio tem que gerar resultado sempre. Paralelamente, a estrutura tem que ser leve e deve dar feedback aos colaboradores em tempo real.
Não existe estrutura melhor ou pior. Tudo depende do perfil da empresa e, principalmente, dos seus executivos, do quanto eles estão maduros para lidar com a abertura dada aos funcionários para a troca de ideias e contribuições.
Em uma empresa horizontal, todos são líderes e se sentem à vontade para expor suas vontades e projetos. Antes de optar por esta forma de trabalho, a companhia precisa ser minuciosamente analisada quanto ao seu negócio, perfil de produto, público, etc.
A tendência é que, naturalmente, as empresas com recursos humanos mais avançados se tornem horizontais, pois essa forma de trabalho encurta as distâncias, reduz as operações burocráticas e aumenta a velocidade das informações e tomada de decisões.
Quanto maior o nível hierárquico dentro de uma empresa, mais lentamente as decisões são tomadas e as situações resolvidas, pois sempre precisam passar por consultas e avaliação de vários executivos que têm suas agendas cheias de compromissos.
O organograma horizontal para as empresas, portanto, está entre as principais tendências do mundo corporativo. Sua estrutura se destaca porque toda sua organização se dá em torno dos processos e do gerenciamento dos projetos em equipe, gerando recompensa e estímulo.
Essa forma de trabalho proporciona mais satisfação dos envolvidos e todos podem contribuir diretamente para o crescimento da companhia onde atuam

Marcos Perez – Presidente da Digisystem

Observação do Blogueiro: Tenho um pouco de dúvida com relação a esse processo para empresas industriais, porém, mesmo nelas, acho que se deve trabalhar o conceito. Gostaria de saber da sua opinião. Faça um comentário a este post

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2 Comentários Add your own

  • 1. Danilo  |  18/04/2011 às 11:15 AM

    Este tipo de estrutura esta voltada para as empresas projetizadas. Ou seja, empresas que vivem de projetos e não de processos. Neste tipo de empresa, pessoas de cada área de conhecimento são deslocadas para os projetos em andamento. Por exemplo: uma equipe é composta por um analista financeiro, um da tecnologia da informação, um técnico, etc… Algumas poucas empresas nacionais estariam aptas a aplicarem este conceito.

    Responder
  • 2. J.C.Cardoso  |  18/04/2011 às 2:46 PM

    Quando fiz RP (depois do Jornalismo), em 98/99, já se falava nisso, inclusive com direito ao profissional de RP (ou toda a comunicação da empresa) estar “abaixo” (ao lado) da Presidência, o que, aliás, acho um pouco de pretensão demais.
    Sinceramente, não sei se um estrutura dessas funciona (ou funcionaria) na prática, seja em empresas industriais ou, como o Danilo disse, em “empresas projetizadas” (gostei do termo…)
    Talvez o que mais chegue perto disso seja uma cooperativa. Entretanto, não consigo imaginar essa estrutura funcionando numa instituição de médio porte para cima, primeiro por questão do respeito que deve haver entre um líder e seus coordenados (nem falo na figura do chefe autocrático) e segundo por questão da vaidade humana, que impera em (e emperra os) ambientes corporativos.

    Responder

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