Confea: falta de engenheiros ameaça crescimento, Mercadante defende formação de tecnólogos – Texto de Gilberto Costa (Agência Brasil)

23/02/2011 at 12:18 PM 2 comentários

Brasília – “Está faltando engenheiros no mercado de trabalho e faltará mais ainda”. O alerta é de Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), que reúne profissionais dessas áreas além de geólogos e meteorologistas. Para ele, “o apagão de mão de obra poderá trazer graves consequências para a economia brasileira”.

Em seu cálculo, o déficit é de 20 mil engenheiros por ano, número que poderá aumentar com a demanda dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Programa Minha Casa, Minha Vida; além da exploração de petróleo na camada pré-sal; das Olimpíadas de 2016 e da Copa do Mundo de 2014.

Segundo Melo, a queixa recorrente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) é de que os projetos para a Copa de 2014 estão atrasados. Em sua opinião, faltam engenheiros para empreender projetos básicos e executivos. Ele ressaltou que alguns estádios-sede para a Copa foram projetados no exterior.

A importação de projetos e a contratação de mão de obra de fora preocupam não só os engenheiros, mas também o governo. “Isso pode ser viável desde que haja reciprocidade e tenha oportunidades de negócios para empresas brasileiras no exterior”, disse ontem (22) o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, durante encontro organizado pelo Confea em Brasília.

Mercadante defende que a falta de engenheiros seja suprida por tecnólogos com formação mais curta do que o bacharelado em engenharia. A ideia não é apoiada pelos engenheiros e causou “burburinho”, nas palavras do ministro, entre os profissionais, ao ser defendida no encontro.

“O Brasil vai ter que acelerar a formação desse profissional que está fazendo falta no mercado”, insistiu Mercadante que contabiliza a formação de 10 mil tecnólogos e 30 mil engenheiros anualmente no país.

Mas, para o presidente do Confea, a entrada de tecnólogos no mercado de trabalho em substituição a engenheiros, por falta de mão de obra, não é o ideal. Melo apresentou outra opção: aproveitar engenheiros formados que não atuam na área e oferecer mestrado profissionalizante para a atualização profissional. Em sua conta, um terço dos cerca de 475 mil engenheiros formados no Brasil não trabalha na área.

Além disso, Melo quer que haja políticas públicas para diminuir a evasão dos cursos de engenharia e mais controle do Ministério da Educação sobre a qualidade dos cursos.

Mercadante disse que o governo trabalha na elaboração de um programa nacional para engenharia. Segundo ele, o Brasil forma um engenheiro a cada 50 pessoas que concluem o curso superior. Na Coreia do Sul, esse número é de um engenheiro para quatro graduados; e, no México, a relação é de um engenheiro para 20 graduados.

Em números absolutos, o Brasil também perde para outros países emergentes. Na Coreia, 90 mil engenheiros são formados por ano; na Índia, 220 mil; e, na China, 650 mil (incluindo-se, neste caso, 250 mil que têm formação assemelhada ao dos tecnólogos).

Edição: Lana Cristina

(Obrigado JC, por mais esta Informação!!!)

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2 Comentários Add your own

  • 1. J.C.Cardoso  |  23/02/2011 às 1:13 PM

    Rápido, hein? Tão logo mandei e V. já postou aqui…
    ;o)
    Botana, vou postar o comentário que segui com a matéria.
    Achei bola fora o Mercadante sair em defesa dos cursos tecnólogos.
    Se o país levasse o curso TÉCNICO a sério, não precisaria desse “pretenso Curso Superior”. O próprio Lula deveria ser usado como exemplo, como garoto-propaganda do Curso Técnico. Já comentei isso aqui em posts anteriores.
    Sei que o Senai tem cursos tecnólogos (até porque na minha turma da Pós havia um colega com essa formação), mas, na verdade, uma BOA formação técnica supriria esse segmento que o “politécnico” quer alcançar, com um falso status de “Terceiro Grau”. O Tecnólogo não dá direito a fazer Mestrado posteriormente (pois não perfaz o mínimo de carga horária necessária do Bacharelado e/ou da Licenciatura) e, no caso de Pós Lato Sensu, o formado fica à mercê de critérios das instituições: há as que aceitam e as que não.
    Até mesmo a título de concurso público, o tecnólogo não dá direito aos concursos para Curso Superiores (mesmo que seja para as vagas de “qualquer formação”).
    Ou seja: é um curso que nem é Técnico, nem Superior.
    Valorizem a formação acadêmica e, principalmente, a técnica, que não precisaremos desses cursos “meio termos” que só trabalham a vaidade alheia.
    ;o)

    Responder
    • 2. Paulo  |  25/03/2011 às 3:46 PM

      Hei Cardos, abra os olhos, sou tecnologo e faço mestrado na POLI, antes de falar besteira informe-se ok?

      Responder

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