Professoras têm medo de alunos; é preciso revolucionar a educação – Texto de Alexandre Garcia (Fonte: www.g1.globo.com/bom-dia-brasil)

21/02/2011 at 1:11 PM 1 comentário

“Adotar aprovação automática nos três primeiros anos pode dar resultados ou pode significar analfabetismo na quarta série”,

Tem que fazer uma revolução na educação. O problema é mais amplo que essas discussões de mudança. Professoras do Ensino Fundamental da rede pública têm medo de alunos. São agredidas, ameaçadas de morte e muitas desistem do magistério. Adotar aprovação automática nos três primeiros anos pode dar resultados ou pode significar muito analfabetismo na quarta série e prejuízo para os que acompanham o currículo, porque precisam diminuir o passo já que os de trás não seriam estimulados a acelerar o passo.
O mérito pode estar sendo abolido e isso pode criar uma cultura perigosa, porque o combustível do avanço é a concorrência. É o risco de nivelar por baixo; se satisfazer com a mediocridade. Professores, por mais que façam, alcançam pouco com alunos cujo ambiente doméstico é de descrédito na educação.
Para muitos pais, o que vale é a ajuda de algum candidato, o auxílio do governo ou, quem sabe, apostar em alguma loteria em vez de apostar no conhecimento, que sempre traz a melhor sorte. Enfim, essa é uma discussão saudável, porque é necessário fazer justiça na educação. Mas o problema é mais amplo. Tem gente com diploma de curso superior que não sabe a diferença entre este, esse e aquele. A educação teria que ser prioridade absoluta, mas não é. Afinal, o conhecimento liberta do clientelismo. Podemos perder feio para os demais dos BRICs(Russia, India e China); sem educação não há saúde, não há segurança, não há democracia, não há futuro. Um retrato da falta de atenção está aqui, na capital(Brasilia) que é patrimônio cultural da humanidade. A principal biblioteca pública está fechada por falta de manutenção da rede elétrica. É o elogio à escuridão.

(Teca: obrigado pela dica!!!)

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1 Comentário Add your own

  • 1. J.C.Cardoso  |  21/02/2011 às 3:08 PM

    Aqui no Rio quem começou com isso foi no tempo do Brizola/Darcy Ribeiro, porque havia um discurso que “melhor um aluno fraco do que um aluno evadido”. Felizmente, com o tempo isso caiu, pois o sistema provou por si que não se sustentava.
    Era nivelar por baixo mesmo o ensino. Isso talvez “justifique” o curso superior ter virado “commodity” no Brasil e concursos como os para gari aqui no Rio terem que ter segundo grau completo.
    Lamentável esse pensamento da aprovação automática voltar à tona e pior: em nível federal. Além de nivelar por baixo o ensino, desestimula (quase castigando) o bom aluno.

    Responder

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