Dráuzio Varella: use sua inteligência também para cuidar de sua saúde (Palestra na Expo Mangement 2010 – Fonte: HSM Online)

06/01/2011 at 8:56 AM Deixe um comentário

Aos 67 anos, médico no consultório e na mídia, professor, pesquisador, voluntário, marido, pai e avô presente. Como? Disciplina militar para combater as forças da natureza! Confira a estimulante palestra de Drauzio Varella na ExpoManagement 2010

Todos os anos, as palestras promovidas pela HSM na Expo Management 2010 oferecem conteúdo sobre estratégia, inovação, marketing e gestão de recursos humanos, de processos e de valores. Este ano, em parceria com o Hospital Sírio Libanês, o Espaço Saúde, promovido entre as palestras, trouxe ao palco do auditório principal o médico Drauzio Varella para falar aos congressistas sobre a importância de incluir hábitos saudáveis em suas vidas, sejam eles à mesa ou praticando atividades físicas.

O renomado médico dispensa apresentações, mas o que poucos sabem é o papel multitarefa que ele desempenha. Além das atividades relacionadas à medicina, Drauzio Varella arruma tempo para desenvolver pesquisas na Amazônia e também para desempenhar atividades voluntárias em penitenciárias, trabalho este, inclusive, que manteve mesmo depois da implosão do Carandiru, onde iniciou esta atividade.

Ele consegue ser um profissional multitarefa porque respeita os limites do seu corpo. E sem a pretensão de oferecer sermão médico, Varella falou que temos a pretensão de achar que nosso corpo está para nos atender, não respeitando nossos limites físicos, mas concorda que a coisa mais difícil é mudar o estilo de vida de alguém.

“Como médico, eu olho para as pessoas e vejo a tragédia que vai acontecer com elas”. Ele conta que vê em um senhor fumante, com uma barriga avantajada, cor de pele avermelhada o risco iminente de um infarto. “Aí esta pessoa passa por um processo operatório, fica dias hospitalizado e recebe prescrições de novos hábitos, simples e fundamentais, que irão preservar sua saúde e sua vida, mas mesmo assim não as segue”, lamenta o médico.

Percepção é diferente de ação

Do palco para o público do auditório ele pergunta: “quantos aqui de vocês acham importante a atividade física regular?”, e “quantos aqui efetivamente praticam com frequência?” e vê, claramente o abismo entre percepção e ação?

Enquanto estudioso que é, Varella ressalta que, tecnicamente, a natureza humana não foi feita para dispensar energia. Com isso, criou-se a sociedade do conforto, representada por elevada quantidade de sedentários que se alimentam com produtos não-saudáveis e em quantidade acima do necessário.

“No último século duplicamos a expectativa de vida e uma pessoa pode viver totalmente saudável aos 70 anos, desde que vença o sedentarismo e tenha o controle da queima de calorias ingeridas”, afirma o pesquisador. Ele ressalta que, para isso, é necessário uma disciplina militar para resistir aos estímulos, uma vez que o metabolismo tem características de consumo que variam de pessoa para pessoa. E faz uma brincadeira ao afirmar que magro tem preguiça de comer e obesos adquirem massa porque comem muito mais do que gastam.

“Somos um pacote virtual com as características de nossa fome e saciedade. Aqueles que têm tendência a engordar, tem que resistir e respeitar suas fraquezas. A natureza é, antes de tudo, injusta e é preciso saber reconhecer essa dificuldade”, conscientiza o médico. Afastar-se da mesa se você é mais insaciável ou se policiar na prática regular de uma atividade que compense a maior ingestão de alimentos que o necessário podem ser alternativas para essa militância.

Disciplina militar

Ele afirma que se você não tem 30 ou 40 minutos pra oferecer ao seu corpo algo está errado, afinal, nem tudo que fazemos em nossas vidas, nos dá imenso prazer. Ele conta, ainda, como se tornou maratonista ao se preparar todos os dias para eventos de corrida. “Correr é a única coisa que me obrigo a fazer e só me permito desistir depois de levantar da cama, colocar o calção, o tênis e a camisa.

A minha vida é tão corrida quanto a dos senhores aqui presentes e tenho certeza de que é tudo mentira quem diz que tem prazer em praticar atividade física. Eu, por exemplo, só sinto prazer quando eu paro de correr”, brinca Varella.

Para todas as pessoas que almejam viver com suas necessidades básicas garantidas e com boa qualidade de vida, é absolutamente fundamental perceber que não dá para passar o dia inteiro sentado. Por isso, driblar a preguiça e as desculpas exige força de vontade permanente e sabedoria para entender que o sobrepeso pode ser um sério problema quando associado à uma vida sedentária.

“Se neste auditório temos apenas 10% das pessoas que praticam a atividade física, posso afirmar que a cada três pessoas uma vai morrer de ataque cardíaco”, alerta o médico, mencionando que mais da metade da população aos 50 anos morre por problemas como hipertensão arterial.

“Atividade física e alimentação moderada. É isso que vim passar aqui para os senhores hoje”, encerra a palestra.

HSM Online

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