2011: MPEs (Micro e Pequenas Empresas) acompanharão ritmo de crescimento da economia (Portal HSM)

27/12/2010 at 10:23 AM 3 comentários

Estudo do Sebrae-SP projeta que o faturamento das micro e pequenas empresas do estado terá um aumento de 8% no faturamento real de 2010, em comparação ao ano anterior

Estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae – SP) revela que o ano de 2010 foi positivo para as micro e pequenas empresas (MPEs). Isto porque todos os meses deste ano que está se encerrando registraram aumento real de faturamento para estas empresas em comparação com os mesmos meses de 2009.

As MPEs tiveram um aumento de R$ 381 milhões em outubro em relação ao ano passado. Para o consultor do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves, os resultados positivos destas organizações está atrelado principalmente ao crescimento do consumo interno, com a manutenção e aumento do poder aquisitivo.

“As MPEs estão presentes numa ampla gama de atividades, mas são particularmente expressivas nas atividades de comércio e serviços, que atendem a população”, complementa. Entretanto, Gonçalves ressalta que o cenário positivo deve ser avaliado, tendo em vista que os resultados de 2009 foram “relativamente fracos para a economia brasileira”, que sofreu o impacto da crise financeira internacional, e consequentemente também foi relativamente fraco para as MPEs. “Essa base deprimida de comparação deve ser levada em conta”, reforça.

A partir dos resultados de outubro, o Sebrae realizou uma projeção para novembro e dezembro, que sinaliza um aumento de 8% no faturamento real das MPEs em 2010, se comparado a 2009.

O que esperar de 2011

E as perspectivas para 2011 são otimistas. O estudo do Sebrae-SP avaliou as expectativas dos proprietários de MPEs para os próximos seis meses. Em novembro de 2010, 34% dos entrevistados declararam acreditar em aumento do faturamento da sua empresa, nos próximos seis meses; 28% informaram que acham que o faturamento permanecerá no nível atual e 37% declararam que não sabem como o faturamento poderá evoluir. Assim, 62% dos empresários acreditam em manutenção ou aumento da receita nos próximos seis meses.

De acordo com Golçalves, os principais fatores de incertezas em relação a economia brasileira no ano que vem estão associados a inflação e instabilidade econômica internacional. “De uma forma geral, espera-se que as MPEs acompanhem o ritmo de crescimento da economia em 2011”, sinaliza.

Entretanto, a evolução da inflação, em alta no final de 2010, “puxada” pelos aumentos registrados nos preços de itens relacionados à alimentação pode impactar as MPEs. “Itens de baixo valor unitário, que atendem às necessidades básicas da população e cujas vendas dependem do poder aquisitivo da população são muito relevantes paras as vendas das MPEs”, pontua o consultor.

Além disso, efeitos de possíveis instabilidades nas economias avançadas (Estados Unidos e países da Europa Ocidental) podem trazer reflexos nacionalmente. “Tais países têm apresentado um lento processo de saída da crise. Algumas instabilidades podem afetar a economia brasileira, e assim, as MPEs.

Portal HSM

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3 Comentários Add your own

  • 1. J.C.Cardoso  |  27/12/2010 às 2:43 PM

    Tenho um certo “pé atrás” com essa/esse cultura/conceito que a microempresa tomou recentemente. Acho que o conceito inicial está sendo meio destorcido. Hoje, qualquer dono de birosca (em que trabalha sozinho ou com a família) foi “promovido” a microempresário.

    Vejo nisso dois pontos da cultura brasileira: um, a tradição católica (sim, apesar de o Estado, de direito, ser laico desde o século XIX; de fato, ainda pesam muito os conceitos da Igreja – sejam dela enquanto instituição de poder na sociedade, sejam os que ela inculca em seus seguidores, que, mesmo que tenham a religião como uma questão de foro íntimo [como, aliás, deveria mesmo ser], acabam fechando em pontos convergentes ao da Instituição) que condena o lucro, em detrimento dos mais necessitados (avareza é pecado, só para lembrar); por outro lado, um discurso “esquerdoide” chaaaato pacas (ainda mais num governo que se propõe “trabalhista”) que vê no comerciante uma pessoa sem escrúpulos, dublê de pequeno capitalista mau caráter.
    Assim, ao se “promover” o comerciante a “microempresário”, “transforma-se” seus atos e empreitadas, até então condenadas/tachadas como “capitalistas” e “burguesas”, em atitudes “louváveis”, “empreendedoras”, que geram emprego e que trazem progresso para o país.
    Essa “má imagem” do comerciante, entretanto, é muito anterior à cultura católica, pois, só para se ter uma ideia, na mitologia grega, Hermes (Mercúrio, na latina, ambas igualmente politeístas), é considerado o deus do comércio, da permuta… e dos ladrões.
    Isso, de certa forma, mexe com a vaidade do indivíduo, pequeno proprietário, que passa a não se considerar mais um ser de atitudes condenáveis. Em vez de se “culpar” com sua consciência por “amealhar”, passa a se ver como uma alavanca útil que, ainda que pequena, move a sociedade.

    Tenho outro pé atrás, mesmo, com o Sebrae. Não sei como funciona aí em SP, mas o do Rio, há uns 15/20 anos, quando o procurei numa “subdelegacia” (não me lembro se o nome era esse) aqui no bairro, pude perceber que, em caso de uma assistência jurídica e/ou contábil, nada têm a oferecer, só mesmo cursos e palestras, muitos caros e, portanto, inacessível para quem se propõe começar um negócio.

    A terceira desconfiança é a proposta do novo governo de criar um “Ministério da Micro e Pequena Empresa”, o que me parece muito mais para se criar cargos para lotear a pasta entre os partidos da base aliada (o famoso “cabidão”) do que, efetivamente, para se investir no que deveria ser o conceito certo de MPE. Afinal, a pasta (já existente) do Desenvolvimento e da Indústria, se competente, dá – bem – conta do recado. Afinal, é perfeitamente sua atribuição, como tem sido até hoje.

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    • 2. J.C.Cardoso  |  27/12/2010 às 5:56 PM

      Vejam bem… nada contra o pequeno comerciante que batalha atrás de um balcão, seja numa pequena birosca, só acho que seu “modus operandi” não é de uma empresa. Passa longe a maneira de trabalhar e viver.

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  • 3. Alaor Verissimo  |  29/12/2010 às 2:00 PM

    Quando vemos pessoas que ainda tem a mente empreendedora e se propõe a abrir e gerir seu próprio negócio, temos ai uma semente de esperança do grande Brasil que ainda está por vir. Pré-conceituar um microempresário como vaidoso, apenas porque seu negócio é embrionário, não ajuda na solução do grande mercado que estamos criando no Brasil. Como consultor tomava café na beira da estrada (BR 101) onde um mricroempresário tinha uma birosca. Na amizade que fizemos, falei da legalização através da MEI e ele adotou. Falei de promover seu negócio, ele adotou. Convenci-o a diversificar seus produtos e criar um sistema de entrega, ele adotou. Hoje a birosca não mais é MEI e tornou-se um restaurante (ME) onde além da família tem 4 funcionários e dois vigias. Nos EUA 80% da economia são tocadas por microempresas. Na Itália então, ninguém acha que pequenas cantinas sejam biroscas e tem grande procura. Em Portugal um vendedor de pastéis tornou-se conhecido mundialmente esses quitutes. A solução para o futuro é orientar, convencer, trazer conhecimento para esses empresários marginalizados e nós que detemos a informação temos que democratiza-la á custo zero em muitos casos, como no caso do meu amigo da birosca. A teorização não muda nada após a discussão. O que transforma mesmo são as ações. Não que não temos que criar as teorias para nos orientar mas, dentro de nosso quadrado, não devemos concluir que tudo é vaidade no mundo dos negócios. A religiosidade do lucro é o bem estar de qualquer empreendimento que, vise o bem estar de seus colaboradores.

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