“O Mundo Real” – Gestão de Recursos 1 – Texto de Apoio – Autor: Flávio Botana

11/08/2010 at 12:37 PM Deixe um comentário

Um dos focos centrais da Gestão de Recursos é a análise da filosofia de gestão com qualidade aplicada ao mundo real.

O entendimento e análise das teorias é sempre muito útil e necessária. Porém, o sucesso do profissional no mercado de trabalho está mais vinculado à capacidade de aplicação das teorias possíveis no ambiente em que se atua do que apenas ao conhecimento das teorias.

Por isso é bastante importante que antes de iniciarmos a análise dos principais tópicos da filosofia da qualidade, dediquemos um tempo para entendermos o ambiente de negócios onde as teorias serão aplicadas.

O ambiente faz com que uma série de teorias certas não sejam aplicáveis e que uma série de conceitos errados ou antiquados produzam resultados satisfatórios.

1.1 – O Mundo dos Negócios

No sistema capitalista o objetivo básico de todas as empresas é o lucro.

Todo negócio nasce a partir de uma idéia de um empreendedor que está disposto a investir uma soma em dinheiro para ganhar mais dinheiro.

Sob o ponto de vista de negócios, o produto ou o serviço que a empresa vai executar é apenas o meio que ela encontrou para gerar o lucro necessário para tornar o investimento atraente.

E este lucro será obtido através da diferença entre o valor de venda dos produtos ou serviços e o valor necessário para produzi-los.

Estes recursos necessários para executar os produtos / serviços são aplicados em matérias primas, pessoal, equipamentos, etc.

Para maximizar o lucro, as empresas tentam pagar o mínimo possível para seus fornecedores, utilizar da forma mais produtiva e barata os seus recursos e vender seus produtos pelo maior preço possível aos seus clientes, tentando faze-lo de forma mais eficaz que seus concorrentes.

1.2 – O Conflito Básico

Entender este fato ao se olhar a própria empresa não parece ser muito difícil.

O conceito fica muito mais complexo ao se analisar que estamos em um sistema composto por milhares de empresas, todas elas com o mesmo objetivo de lucro.

Seus clientes, seus fornecedores, seus concorrentes são empresas que também querem maximizar seu lucro. E em muitos casos maximizar o lucro deles significa reduzir o seu.

O que é receita para alguns é despesa para outros. Quando uns vencem, outros perdem. O aumento de lucro de certas empresas implica no aumento do prejuízo de outras.

Este é o conflito natural do capitalismo!

As organizações que melhor entenderem que este conflito é natural e que melhor souberem administra-los terão mais sucesso.

Este conflito não é um problema, do qual as empresas devam querer se livrar. É um processo que deve ser vivido e no qual deve ser investido toda a capacitação da empresa.

1.3 – A Empresa que Aprende

Os conflitos entre fornecedores e clientes são normais e inevitáveis. Porém a postura das empresas com relação a eles variam muito.

Existem empresas que “sofrem” com estes problemas e sonham com a possibilidade do fim deles, imaginando um momento onde seus clientes pagam o preço que você pede, os fornecedores aceitam suas condições, seus concorrentes não atrapalham as negociações e os lucros vêm sem problemas.

Estas empresas estarão sempre “brigando” no mundo dos negócios com todas as empresas com que se relacionam e constantemente estarão insatisfeitas com os resultados obtidos. Não parece ser este o melhor caminho.

Geralmente tem melhor resultado as empresas que convivem harmoniosamente com os problemas.

Mais do que brigar no mundo dos negócios, é necessário aprender com os problemas, desenvolvendo os seus recursos para otimizar sua performance mantendo a atenção sempre no resultado final e no objetivo básico da empresa: o lucro. A empresa vai entender os problemas como um processo que deve ser vivido e de onde devem ser retirados os “sinais” que o mercado indica para nortear a sua evolução, dando as bases para as mudanças da estratégia da empresa.

1.4 – Processo de Crescimento

Aprender com os problemas não é um processo fácil, nem rápido. Mas é possível, desde que feito em etapas; e que cada uma destas etapas sejam desenvolvidas de uma forma sólida e segura.

Que etapas são essas:

· Conhecimento
Só cresce quem sabe. O primeiro ponto para qualquer evolução é a busca do conhecimento. No mundo de hoje a informação é extremamente disponível e para se evoluir é preciso acessar estas informações, entende-las e verificar a sua aplicabilidade.

· Convicção
Só cresce quem precisa. É preciso que as empresas tenham a capacidade para perceber a sua posição competitiva, e estar conscientes da necessidade de aprender com os problemas, pois assim estaremos nos preparando para estar em posição competitiva melhor no futuro. A necessidade é a mola mestra de qualquer mudança.

· Determinação
Só cresce quem quer. É a vontade que a empresa tem de querer sair da inércia. É o esforço de sair de uma posição cômoda e estável para uma posição incerta, por entender que se você faz o que sempre fez, terá o resultado que sempre teve. É onde o comando da empresa se faz presente para dar o rumo aos comandados.

· Ação
Só cresce quem faz. Fazer planos é uma tarefa excelente. O papel aceita tudo. Não existem resistências, nem senões… No entanto implementar um plano é tarefa árdua. É a hora de lidar com pessoas, é a hora de pensar nos detalhes, de ir atrás de recursos, etc. Por mais que um plano tenha sido bem elaborado, a sua implementação traz sempre uma grande carga de itens não previstos, e o perfil da pessoa que lida com estas dificuldades, certamente é diferente do elaborador do plano.

· Esforço
Só cresce quem persiste. É a hora em que algo que se pensou não dá certo. Portanto, é absolutamente necessário que existam pessoas dispostas a suplantar todas as dificuldades para manter o objetivo de alcançar a meta dos planos. Tudo pode ser revisto, em função dos resultados obtidos. É preciso ter pessoas dispostas a recomeçar se for preciso, mas nunca desistir.

Portanto, toda a análise deve ser focada no mundo real, com seus problemas e incertezas. No campo da filosofia da qualidade não haverão verdades absolutas. Tudo é possível de ser discutido. É objetivo da disciplina de Gestão de Recursos utilizar muitos exemplos reais para que possamos analisa-los e verificarmos os acertos e erros em nossa opinião, e também especular como atuaríamos se pudéssemos repeti-los.

Flávio Botana

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