A arte de delegar – Texto de Rodrigo Cardoso

01/06/2010 at 10:45 AM 1 comentário

Consultor fala sobre a necessidade do líder delegar tarefas para que o outro aprenda, cresça e assuma novas responsabilidades

Muitos líderes ficam com pouco tempo para suas tarefas importantes pois são, de certa forma, centralizadores. Acabam por fazer tarefas que poderiam perfeitamente ser delegadas, mas muitas vezes não o fazem com medo de que a ação adotada não seja tão eficaz quanto seria se realizada por ele.

Em sua grande maioria, ele está certo, ele executaria uma tarefa melhor que o seu liderado, porém o tempo ganho ao delegar pode ser mais importante. Ao delegar responsabilidades, o líder cria um time de pessoas confiáveis e competentes. Para isso é necessário ter a coragem de delegar para que o outro aprenda, cresça e que no futuro possa assumir tarefas que exijam mais responsabilidade e competência, mesmo sabendo que existe o risco da ação não ser feita de modo tão eficaz nas mãos do seu liderado.

Delegar é melhor que centralizar, que geralmente implica na estagnação da motivação na empresa. Delegar é ganhar poder, pois nos conduz para fora do atoleiro infindável das ações de rotina e permite se dedicar a ações de liderança mais amplas.

O que facilita a delegação?

Quando a missão, visão, valores e estratégias da empresa são conhecidas, quando os objetivos da área e de cada projeto estão claros, quando as normas e procedimentos são bem compreendidos entre os envolvidos e quando a organização pratica a liderança participativa e os colaboradores adotam a postura correspondente.

Quais as vantagens de delegar?

– Possibilitar ao líder mais tempo disponível para reflexão, planejamento, coordenação, avaliação, criatividade e redução da pressão de tarefas rotineiras, que exigem menos a sua intervenção direta.

– Estimular as pessoas a assumirem maiores responsabilidades.

– Descobrir novas capacidades entre os liderados, colocando-os a serviço do grupo, dando-lhes oportunidade para o desenvolvimento pessoal.

– Formar profissionais capazes de agir por conta própria em emergências ou quando o líder não está presente.

Podemos perceber esse fato, ao recordamos da maior crise de acidente aéreo da história da aviação civil em nosso país. Não foi o presidente da Gol que tomou frente as decisões na época e sim o então vice-presidente Barioni que cumpriu a risca na ocasião o que estava determinado no manual de gerenciamento de crise da companhia.

Constantino Junior, presidente da Gol garantiu em entrevista que não se isentou dessa crise, porém permitiu que o vice tomasse as decisões enquanto assumia o papel de “fiador institucional”, fechando a aquisição da Varig e olhando o futuro.

Recomendações ao delegar:

– Faça uma lista das funções que se repetem sempre no seu trabalho.

– Verifique quais são as tarefas que você se sente menos qualificado ou que tem menor afinidade.

– Decida quais podem ser transferidas para seus liderados.

– Verifique, entre seus liderados, quem tem disposição suficiente e condições mínimas para assumir tais tarefas.

– Dê ao liderado todas as condições para que ele, de fato, seja bem sucedido.

Cuidados a serem tomados na hora de delegar:

– Não distribuir aleatoriamente a carga de trabalho e sim verificar a pessoa certa com competência para a função.

– Não delegar pouco tempo para conclusão da tarefa.

– Comunicar claramente o resultado desejado.

– Emitir o máximo de informações necessárias para a execução da tarefa.

– Marcar uma data para a conclusão.

– Monitorar periodicamente a evolução.

E não menos importante, vale lembrar que o bom comunicador não é aquele que fala bem e sim aquele que tem a certeza de saber que o que foi dito por ele foi bem entendido por quem ouviu.

Portanto, ao delegar, lembre-se de fazer perguntas de verificação para ter certeza de que foi bem compreendido, procure delegar também por escrito para evitar dúvidas e se puder peça ao liderado que explique o que entendeu. Vale mais a pena investir um tempo maior nesse processo do que fazer você mesmo tarefas que muitas vezes roubam o seu tempo e poderiam ser executadas por outros.

Rodrigo Cardoso (Palestrante e autor do livro ‘A resposta do sucesso está em suas mãos. É também professor de Planejamento Estratégico, Vendas, Atendimento ao Cliente, Liderança e Motivação – http://www.rodrigocardoso.com.br)

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1 Comentário Add your own

  • 1. Danilo  |  07/06/2010 às 9:05 AM

    Excelente artigo! Claro e fácil de compreender. Pena que os centralizadores não sentem confiança em seus subordinados, ou até mesmo, substimam suas capacidades. Conheço alguns. São workaholics, se alimentam mal e, normalmente, são estressados.

    Responder

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