O Renascimento do Conteúdo Digital – Fonte: Exame

12/01/2010 at 10:46 AM 3 comentários

Tendências 2010: IDEIAS
INTERNET

O renascimento do conteúdo digital
— Sérgio Teixeira Jr.

A década que chega ao fim foi desoladora para a indústria fonográfica: a pirataria digital, nos países ricos, e a física, nas economias emergentes, transformaram um dos grandes negócios do século 20 em um presságio da inevitável tragédia que atingiria os estúdios de cinema, as editoras e as empresas jornalísticas. Eis a mensagem nada sutil por trás da revolução da música digital: se o seu produto é essencialmente feito de idéias materializadas em rolos de filme, em discos plásticos prateados ou em folhas de papel, a internet vai devorá-lo. Às portas de 2010, porém, o enredo vai ficando um pouco mais claro — e um pouco menos sangrento. É verdade que a informação será cada vez mais digitalizada e que o melhor caminho para entregar esses bits é a internet. A desmaterialização já é um dado da realidade para as empresas que vivem de produzir conteúdo. Mas o fato novo é que a tecnologia finalmente começa a ser compreendida, e modelos de negócio sustentáveis estão aparecendo aqui e ali.

Um dos grandes símbolos dessa segunda onda do conteúdo digital é o livro eletrônico. Outros vieram antes dele, mas o Kindle, lançado pela varejista Amazon há dois anos, foi o primeiro a oferecer o pacote completo: tela de boa legibilidade e uma grande coleção de títulos, que podem ser comprados diretamente no aparelho, sem o uso de um computador. O Kindle é o produto mais vendido entre as dezenas de milhares de ofertas da Amazon, e seu sucesso levou ao surgimento de uma série de concorrentes. Existem editoras reticentes — afinal, as versões eletrônicas custam menos. Algumas planejam lançar as novidades em versão digital somente alguns meses depois das edições em papel. Mas a realidade é que será difícil ignorar uma base estimada em 10 milhões de unidades já em 2010 — que, diga-se, será formada pelos consumidores mais fiéis das editoras. Empresas jornalísticas, especialmente as americanas, mais atingidas pelo declínio de leitores e receitas, anunciaram recentemente um consórcio para criar um sistema integrado (leitor e vendas) também para revistas e jornais.

No terreno da música digital, os sinais também são animadores. As vendas de discos ainda estão muito distantes do auge dos anos 90, e é bem provável que nunca mais voltem a subir. Mas, se os discos estão quase mortos, ganhar dinheiro com música parece de novo ser uma ideia viável. A Apple, com a loja virtual iTunes, é a maior vendedora de MP3 do mundo. Mas a atenção agora está se voltando para um novo modelo de negócios. Discos rígidos e iPods cheios de arquivos podem logo mais ter o mesmo destino dos CDs e dos discos de vinil. Serviços que oferecem músicas em streaming, ou seja, sem a necessidade de fazer download, vêm ganhando popularidade. Em sites como Pandora, Spotify, Mog e Sonora (do portal Terra), é possível ouvir uma enorme seleção de faixas. Quem paga a conta são os anunciantes, e uma fatia é repassada aos donos das gravações originais e aos artistas. O que vão fazer os grandes estúdios de cinema parece ser atualmente a maior das incógnitas. As vendas de filmes no formato Blu-ray estão crescendo, mas a promessa de oferecer uma biblioteca de dezenas de milhares de títulos em serviços online, acessíveis imediatamente, parece muito mais promissora. O tsunami da internet pode ter abalado as paredes e arrancado o telhado das empresas produtoras de conteúdo — mas a reconstrução já começou.

Fonte: Portal Exame – http://www.exame.com.br

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3 Comentários Add your own

  • 1. Danilo Marques  |  12/01/2010 às 1:27 PM

    Interessante mesmo!!!

    Como fomos inseridos naturalmente nessa ‘vida digital”, viamos a geração anterior tendo que correr atrás para não ficarem de fora, principalmente do mercado gráfico.

    Mas no ritmo em que surgem novas tecnologias, é preciso ficarmos bem atentos para não sermos pegos de surpresa e, aí sim, ser nós os que terão que correr atrás.

    Abç

    Responder
  • 2. Claudenir  |  12/01/2010 às 9:54 PM

    Ola professor, vc teria algum material sobre realidade aumentada
    tenho curiosidade sobre o assunto.
    Abraço

    Responder
    • 3. flaviobotana  |  13/01/2010 às 8:47 AM

      Não tenho nada em mãos, mas vou pesquisar. Quem descobrir primeiro avisa o outro, ok?

      Responder

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