Excelente Artigo: “A base da pirâmide no centro das atenções” – Prahalad

23/11/2009 at 11:31 AM 1 comentário

C. K. Prahalad defende a erradicação da pobreza a partir de investimentos privados em produtos e serviços com foco na população carente.

Há cinco anos poucos apostavam que as empresas poderiam investir nos consumidores da base da pirâmide para crescer e que o setor privado teria um papel crucial a desempenhar na diminuição da pobreza global. Na mesma época o professor da Universidade de Michigan, C. K. Prahalad, publicou um livro inédito abordando o tema. Hoje o mundo tem certeza que esses mais de quatro bilhões de consumidores são de extrema importância para as empresas, os novos negócios e a criação de um capitalismo inclusivo. Para marcar a data, o autor lança mundialmente uma edição comemorativa de “A riqueza na base da pirâmide: erradicando a pobreza com o lucro”.

“O vasto setor privado está aprendendo rapidamente que há um mercado significativo na base da pirâmide”, diz Prahalad. O autor acredita, ainda, que a criação de novas oportunidades de negócios e o estímulo ao empreendedorismo são fundamentais em qualquer país, pois são fonte de desenvolvimento e transformação social. “Os exemplos citados no livro mostram as soluções inventivas das empresas e os grandes vencedores são os consumidores, pois conseguem ter acesso a produtos e serviços que eles podem pagar”, afirma Prahalad.

Muito mais que o consumo, dar acesso a produtos e serviços a essa faixa da população representa um passo importante para a inclusão social e a erradicação da pobreza no mundo. “Eles têm a chance de consumir serviços e produtos que antes só podiam almejar. Dessa forma, ganham poder, têm escolha e, o mais importante, passam a ter orgulho de si mesmo”, enfatiza. Por um lado ganham os consumidores e por outro as empresas, pois criam um dos maiores mercados do mundo.

O debate acerca da base da pirâmide abriu novas perspectivas quanto às oportunidades representadas por esses mercados. Um estudo recente da revista The Economist concluiu que metade do mundo pode ser classificada como classe média emergente, definida como a população que vive com US$ 2 até US$ 13/dia. Em 2005 esse mercado representava 2,6 bilhões de pessoas e está crescendo em ritmo acelerado. “O mais importante é que essa visão dos mercados da base da pirâmide, ou seja, dos consumidores emergentes, revela o respeito e o compromisso por parte dos gestores das grandes empresas que despenderam tempo e recursos para compreender a oportunidade que eles representam”, afirma o autor.

Pralahad também aborda as lições aprendidas em discussões travadas ao longo desses cinco anos e destaca:

• É evidente o reconhecimento de que quatro bilhões de microconsumidores e microprodutores constituem um mercado significativo e representam uma força propulsora de inovações, vitalidade e crescimento.

• As pessoas da base da pirâmide não constituem um bloco monolítico. Para os que desejam engajar-se nessa oportunidade, não há uma definição universal da base da pirâmide que lhes possa ser útil. A definição deve ajustar-se ao foco de cada engajamento produtivo.

• Podemos optar por servir a qualquer segmento dessa população. Nenhuma instituição – empresa ou ONG – é obrigada a atender a toda a BP.

• Há nesses quatro bilhões um segmento tão desamparado, tão destituído de recursos, tão consumido por guerras e doenças que lhe são necessárias outras formas de amparo. Subsídios governamentais, ajuda multilateral e filantropia são ferramentas legítimas para lidar com esse segmento. Mesmo aqui nosso objetivo deve ser criar condições para que as pessoas possam escapar da pobreza e da privação, mediante sistemas autossuficientes baseados no mercado.

• O engajamento ativo com os mercados da BP (base da pirâmide) requer uma nova e inovadora abordagem de negócios. Modernizar modelos de negócios dos mercados desenvolvidos não funcionará.

Cases de sucesso
Segundo o professor, mesmo na fase inicial da experimentação da base da pirâmide, as empresas têm aprendido lições valiosas. Pouco importa que se trate de um mercado grande e potencialmente lucrativo, tal potencial não se concretizará a menos que os gestores estejam dispostos a experimentar e inovar. “Para tanto, é preciso “esquecer” seletivamente as tradicionais abordagens de negócios ligadas aos mercados desenvolvidos”, enfatiza.

No livro, Prahalad usa diversos casos de sucesso para ilustrar oportunidades comerciais viáveis e as lições fundamentais aprendidas pelas empresas com suas experiências. Há, inclusive, exemplos de companhias brasileiras como Casas Bahia, Habibs e Bradesco, corporações de diferentes áreas que apostaram na Base da Pirâmide. “O mais importante, contudo, é que vemos uma série de multinacionais promovendo novas iniciativas ou reforçando sua presença atual nesses mercados”, explica.

HSM Online

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1 Comentário Add your own

  • 1. Robson Carvalho  |  26/11/2009 às 12:41 AM

    Botana,
    Rodando um pouco em super mercados do interior e principalmente do norte/nordeste, a gente percebe a imensa variedade de novas marcas de produtos (refrigerantes, biscoitos, iogurtes, doces, salgadinhos, cotonetes, etc) que são similares muito mais baratos das grandes marcas ricas do sudeste. Isso representa mais trabalho e crescimento para nós, gráficos. Quanto mais acesso da BP, mais demanda de embalagens para nós. Imagina quando a BP descobrir a leitura de livros…
    Abraço.

    Responder

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