Estão chovendo novas informações sobre e-books, e outras ameaças ao mundo gráfico. Fique informado!

28/10/2009 at 10:59 AM 2 comentários

Notícia 1: (Obrigado ao Jonathan Geiger pela informação!!)

Editoras estudam como melhor explorar o livro digital
21/08/2009 09:01

Por Luiz De França

As editoras brasileiras não querem ser pegas de surpresa quando o livro digital for uma realidade, assim como aconteceu com a indústria fonográfica em relação ao formato MP3. Até meados de outubro, três grupos de trabalhos formados a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) deverão apresentar o resultado de um estudo que deverá dimensionar o mercado do livro digital no Brasil, os modelos de negócios que mais condizem com as tecnologias disponíveis e os aspectos legais que o substituto papel trará aos autores e outros envolvidos na cadeia de negócios. Henrique Farinha, diretor-geral da Editora Gente, coordenador dos grupos, revelou quais as expectativas do setor.

O que faz esse grupo de trabalho?
A Câmara Brasileira do Livro sentiu a necessidade de obter respostas para algumas questões que serão vitais para a sobrevivência dos negócios em pouco tempo. Nossa função será fazer um levantamento de todas as possibilidades tecnológicas para a distribuição de conteúdo e ferramentas que sirvam para o mercado melhor se preparar para a vinda do livro eletrônico, mesmo sabendo que a internet tem várias áreas exploráveis e que não dá para cobrir tudo.

O futuro do livro é mesmo digital?
Que o futuro é digital, ninguém tem dúvida. A questão é quanto tempo isso vai levar. As limitações das plataformas ainda é grande. O Kindle, vendido pela Amazon, é preto e branco, não é agradável, é pesado e não substitui o livro. Eu vejo muita gente carregando quando vai viajar. Por enquanto, acho que essa é a vantagem deles, em vez de carregar cinco ou mais livros, carrega-se apenas um e-book.

O que as editoras temem?
As editoras não querem ser pegas de surpresa como a industria da música, que foi engolfada pela pirataria e a distribuição gratuita de música pela web.

Mas hoje a indústria fonográfica parece ter reagido.
Graças a iniciativas como o iTunes, da Apple. Uma vantagem da web é que o consumidor exerce com muito mais força sua vontade. Quem compra a música não é obrigado a comprar o CD inteiro. Passa-se de um conceito uno para fragmentado.

Isso deverá acontecer com o livro digital?
Sem dúvida. Não para romances, mas para conteúdo de referência, como já acontece nos materiais acadêmicos para universidades. Um aluno não precisa comprar um livro todo se o professor não vai usá-lo inteiro.

Tem alguém que já faz isso no Brasil?
O portal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Caps) é um exemplo. Ele disponibiliza conteúdo digital de referência com artigos acadêmicos com as mais variadas fontes e áreas de conhecimento e gasta algumas dezenas de milhões de dólares.

O livro digital já é vendido no Brasil, não?
É, mas não há números oficiais sobre a venda de conteúdo digital. Eu diria que é desprezível, não é mensurável.

O que exatamente o grupo deverá definir?
Vamos decidir os tipos de acesso de conteúdo e quais as plataformas de leitura e mídias que o mercado brasileiro deverá adotar. Existe no mercado alguns leitores de livros eletrônicos, como o Feedbooks, Sony, Kindle, Bookeen eIrex iLiad book. Mas sabemos também que já é possível acessar o conteúdo por celular.

E como funcionaria o sistema, as pessoas vão baixar o livro nesses aparelhos?
O cliente terá uma assinatura que dará direito a acessar uma série de conteúdo, sem baixá-lo. Ele não vai ter mais o direito à posse. Aliás, esse conceito muda também, assim como a questão da remuneração dos autores.

E já se sabe qual o potencial desse mercado?
Nos Estados Unidos, a venda do e-book pulou de 67 milhões para 113 milhões de dólares em 2008, em um mercado que vale 25 bilhões de dólares. Ou seja, ainda é algo muito pequeno. O mercado brasileiro de livro movimenta 3 bilhões de reais. A estimativa para o Brasil seria de 0,5%, o que representaria 15 milhões de reais.

Será o fim das livrarias?
Não vejo a razão de substituir os livreiros. Eles podem perfeitamente ter um papel de distribuição de conteúdo, até porque eles são quem melhor conhecem os hábitos dos consumidores.

Notícia 2: (Obrigado ao João Carlos Cardoso – “o meu aluno do Rio” – pela informação!!)

Apoio | Governo francês oferece assinatura gratuita de jornal para jovens

09:05 Em uma tentativa de manter viva a mídia impressa no país, o governo da França resolvou oferecer assinaturas gratuitas de jornais para jovens de 18 a 24 anos. Os custos do projeto, chamado de ‘My Free Newspaper’, serao divididos entre o Estado e as editoras. Cerca de 60 publicaçoes participam da iniciativa, incluindo Le Monde, Le Figaro e o esportivo L’Équipe. Cada assinante poderá escolher o título de sua preferência. Na França, a situaçao dos diários é ainda pior do que no restante da Europa – os franceses consomem apenas metade da quantidade de jornais vendida em países como Inglaterra e Alemanha. A taxa de leitores é especialmente baixa entre os mais novos. Para promover sua açao, o governo pretende lançar uma campanha publicitária cujo principal meio de divulgaçao, ironicamente, será a… internet. Noticia do NYT

Notícia 3: (Obrigado a Sonia Carboni da Abigraf pela informação!!)

O Estado de SP 22.OUT.09

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Entry filed under: Debates, Gráfica.

Perspectivas para a Indústria Gráfica no Pós Crise Motivar equipes, o desafio da liderança – > A visão de Michael Useem

2 Comentários Add your own

  • 1. reinaldografico  |  10/12/2009 às 8:42 AM

    Tablet da Apple deve chegar em breve com proposta atraente para editoras, no site Brand Republic afirma que o tablet da Apple deve ser lançado em março ou abril do ano que vem. O aparelho deve vir com uma tela de 10 polegadas. A boa notícia para as editoras é que, segundo rumores, a Apple está pensando em uma oferta bastante atraente para a distribuiçao de conteúdo. A divisao de receitas ficaria em 30% para a Apple e 70% para a editora. Além disso, o acordo nao exigiria exclusividade. Com o Kindle, a Amazon fica com 50%. Uma série de publicaçoes já está trabalhando em versoes para e-readers e tablets, incluindo a Wired e tambem a Sports Illustrated.

    Seria a entrada da apple neste mercado que alavancaria a tecnologia disruptiva dos e-books ? Assim como ela fez com o iPod e iPhone ???

    Responder
  • 2. J.C.Cardoso  |  16/06/2010 às 4:19 PM

    Gostei de saber que meu dado, mesmo antes da apresentação do TCC, já serviu para algo.
    Gratifcante, Botana!

    Responder

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